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quinta-feira, 15 de dezembro de 2005

sábado, 5 de novembro de 2005

Às três da manhã

Texto de Emoção forte para a disciplina Língua Portuguesa I, do I Período de Jornalismo da UNIT

Em uma noite de 99, após ter ficado até as 22 horas no colégio, me dirigi ao meu escritório que ficava no centro da cidade. Eram vários os trabalhos acumulados, os prazos de entrega estouravam, tinha compromisso com diagramações, projetos de comunicação visual e impressos que não poderia esperar, aquela seria uma noite que eu, certamente, iria atravessar a madrugada frente a um computador. Como companhia, minhas seletas musicas preferidas e meu “Free Box”, velho companheiro de guerra.

Eram três horas da manhã, com nenhum pingo de sono, distraído como o enorme montante de trabalho e também dando uma escapadinha até a internet, prossigo em meu sossego, só o silêncio da noite sendo quebrado de leve pela melodia que tocam as caixinhas do computador. Nem lembro que musica era, uma pena, só sei que ela foi interrompida por uma súbita pancada na porta de correr da frente. Levantei da cadeira e corri para a abertura que ligava a sala que eu estava à recepção do escritório, no intuito de saber qual o motivo do barulho, me deparei com a porta entreaberta que eu esquecera daquele jeito, junto com minha surpresa, entraram três indivíduos armados, não houve dúvida alguma de que se tratava de um assalto e de que a desvantagem de três para um não permitiria nenhum tipo de reação de minha parte.

Dois dos assaltantes eram muito parecidos em sua baixa estatura e cabelos encaracolados, usando do mesmo corte ou a ausência de um, tinham rostos muito parecidos, sem dúvida eram irmãos, talvez os gêmeos que foram executados pela polícia num matagal dois anos depois, acusados de truculentos assaltos a ônibus. O terceiro, um negro de quase dois metros de altura que pela postura diante dos outros dois, tratava-se somente de um auxiliar, porém, sendo o último a chegar, terminara de abrir a porta de correr. O primeiro a entrar, tentando encobrir o rosto já revelado com a camiseta, apontou a arma para mim, ordenando que eu me encostasse à parede da saleta onde trabalhava.

Já na posição que me impuseram, com o cano frio da arma encostado em minha nuca, ouvia os outros dois meliantes revirando minhas coisas em busca de pertences de valor. Senti tremer a calibre 22, não porque se apoiava em minha fervilhante cabeça, mas pela enorme insegurança que o bandido transmitia no que estava fazendo, inclusive em suas palavras, gaguejando ao perguntar a todo momento onde eu escondera a arma que ele acreditava eu ter. Senti minha vida por um triz, pois um simples reflexo daquelas mãos nervosas, poderiam estilhaçar meus miolos contra a parede. Nunca tinha experimentado tal situação, jamais tinha sentido até aquele momento, o quanto poderia ser fácil morrer por um simples ato de outro vivente.

As chaves do carro de minha mãe, estacionado em frente ao escritório, estavam penduradas na minha cintura, eu, a todo momento, tentava com a mão abafar o tilintar que elas faziam a todo movimento, não queira que soubessem que o carro estava comigo. Não houve jeito, acho que num jogo de sorte, me pediram às chaves que eu tivera mantido em sigilo até o momento. Preocupado muito mais com a decepção que causaria a minha mãe em deixar que levassem seu bem mais precioso, adquirido à custa de muito trabalho, tentei, ainda com a arma na cabeça, negociar, pedir que não levassem o carro, pois não era meu. Mas sem ter muita alternativa, acreditei na palavra do meliante que dissera que só queria ver se existia algum bem de valor dentro do carro.

Pois bem, ainda ali, sob a mira do tiro a queima-roupa de um, ouvia outro ir até o carro e revistá-lo, o terceiro ainda permanecia, em vão, procurando e revirando coisas que lhes interessassem no escritório em gavetas, caixas, envelopes, pastas...

Minha angustia chegara ao fim, a arma saíra da minha cabeça, mesmo assim, permaneci por alguns segundos encostado contra a parede, por ordem do bandido. Ao sair desta posição, pude ver um deles jogando as chaves do carro sobre o telhado e gritando do lado fora para que eu não chamasse a polícia, senão, eles voltariam.

Pronto, acabara o tormento, fiz um rápido reconhecimento da bagunça que eles deixaram e vejo que nada estava faltando. Não levaram nada além dos R$ 12 que tinha guardado na carteira, o isqueiro e meu cigarro, este, o que eu mais necessitava naquele momento de extremo nervosismo, vício filho-da-puta!

quarta-feira, 5 de outubro de 2005

Celulares, porque tê-los?

Texto para a disciplina Língua Portuguesa I, do I Período de Jornalismo da UNIT
Demorei a aderir ao apelo consumista da telefonia móvel. Ter um celular, para mim, durante muito tempo, era uma coisa que não me instigava ou preocupava, ao ponto de chegar a dizer que seja artigo de primeira necessidade, ou então acreditar piamente, como muitos, não conseguir viver sem ter um.

Durante muito tempo via todos meus amigos e contatos profissionais carregarem, para cima e para baixo, seus “monstrinhos tiradores de sossego”. Era incrível o grau de estresse que eu via a geringonça diminuta causar nas pessoas. Nas horas mais importunas ele tocava, vindo, do outro lado da linha, quase sempre assuntos fúteis, que poderiam ser adiados para mais tarde e resolvidos através de uma ligação para um telefone fixo, pagando menos.

Muitas eram as histórias que eu ouvia, relatando que quando realmente os aparelhos celulares eram necessários, no caso de alguma emergência, eles quase sempre estavam fora de área de cobertura ou então encontrava-se com suas baterias descarregadas. Para mim, que não tinha um, se tornava um motivo para zombar dos amigos durante as conversas de bar.

Não que eu seja uma pessoa conservadora, retrograda, quando o celular surgiu, por exemplo, eu já mantivera um contato freqüente com o mundo da informática, no auge da sua proliferação, o computador era ferramenta de trabalho principal em minha profissão e me encontrava tomado, fascinado pela Internet, seus e-mail e URLs. Porem era muito contraditório, para mim, optar por ter comigo algo que iria interferir na minha liberdade ao ponto de nunca mais poder isolar-me do mundo e dos problemas que ele me encarregava de resolver. A idéia de pagar para ser vigiado, rastreado, sondado durante o tempo todo, não importando onde eu estivesse, realmente não me convencia.

Na minha opinião, é no mínimo falso o conceito de poder “puxar a tomada” e livrar-me do perverso domínio da máquina por um tempo. Parece coisa de filme de ficção científica, mas desligar-se da “Matrix”, significa ignorar a existência de família, filhos, amores ou contatos profissionais, a dependência torna-se grande, seria necessário muito sangue frio para tomar tal atitude. Eu, que nunca fui muito bom no que se refere a controlar as emoções, tendo sido criado sob os calorosos costumes italianos, seria presa fácil da dominação desta tecnologia maquiavélica.

Ignorei, resisti, me contrapus aos apelos e fascínios da propaganda e só foi há cerca de 2 anos atrás que fui adquirir meu primeiro aparelho. Ultrapassado, pois a localidade geográfica onde comprei, no Tocantins, ainda tinha este tipo de serviço operando com a tecnologia antiga, o modelo, o mais “chulé” que tinha na loja, realmente, nunca foi minha intenção ter um celular por status, isso sempre me causou nojo. Não queria também satisfazer alguma sede consumista, simplesmente se tornou necessário ter um contato telefônico, ainda mais estando eu impossibilitado, devido a alguns desleixos do passado, de solicitar uma linha telefônica fixa na época.

É claro que o fato de ter este número de contato me acompanhando para todos os lugares, também ajudava, já que na época me empenhava em trabalhar como free-lance tento que fazer várias visitas aos clientes.

Aos poucos, fui baixando a guarda, hoje já estou no segundo aparelho, agora não mais dependendo de cartões para poder ligar, porem, meu conceito continua o mesmo, a dominação e a dependência são grandes. Ganhei um aliado sim, o celular já me quebrou muitos galhos, porem, me trouxe alguns problemas, causou confusões e ainda, para meu desespero, encurtou bastante meu dinheiro, tão suado, no final do mês.

segunda-feira, 5 de setembro de 2005

Meu texto

Texto de apresentação pessoal para a disciplina Língua Portuguesa I, do I Período de Jornalismo da UNIT

Oi, eu sou o texto do Fernando. Alguns podem me tratar como “a habilidade de escrita”, ou, quem sabe, “o talento do autor para escrever”, não importa. Estou aqui para contar um pouco de mim, através desta apresentação pessoal que peguei emprestada do meu dono, já que ele andava, ultimamente, meio confuso quanto ao que dizer de si.

Tenho que confessar, eu estava para vir até vocês em outras duas versões anteriores. Na primeira, muito radical, com ideais controversos e um discurso polêmico, melhor nem contar. Na segunda, estava calmo, sereno, infantil, com poucas pitadas de agressividade, nem parecia meu autor escrevendo, chegava a dar sono.

Não sei bem ao certo quando eu surgi, mas, posso afirmar que minha apresentação oficial foi na sétima série, num pequeno livro de versos intitulado “O Bicho Brasil”. Eu estava lá de uma forma o tanto quanto rebelde, cheio de duras críticas à colonização lusitana e os prejuízos deixados aos povos indígenas, fui escolhido entre os melhores do colégio naquele ano.

A inspiração, de onde vim, nem sei, acredito que das páginas do Pasquim, das letras de Renato Russo ou então dos manifestos vermelhos do política estudantil, lugar em que posteriormente apareci, sem muito proveito, já que eram palavras jogadas ao léu. Este tipo de movimento, embora já tenha maioridade, ainda está muito pouco amadurecido na cabeça dos jovens, uma grande perda de tempo, pois o estudante, com sua vergonhosa dedicação a escola, é tão cúmplice das injustiças na educação, quanto os nossos “fazedores” de leis em Brasília.

Mas sem perder o gosto amargo da indignação, voltei a aparecer em artigos que falavam de comportamento, cultura e política, em páginas de revistas de baixa circulação, mas de apelo visual invejável, dava até gosto de recheá-las. Claro, era também meu autor que as diagramava. Em outros momentos, nestas mesmas revistas, como de brincadeira, eu dava o ar da graça nas colunas sociais, assinado como sendo de outros autores, estes sim, colunistas, com toda sua pompa e glamour.

De tanto aparecer, aqui e ali, eu passei a ser mais valorizado, até mesmo financeiramente. Quer dizer, só um pouquinho, dá pra imaginar o que alguém não-formado ganha para fazer coberturas jornalísticas e entrevistas para um pequeno jornal quinzenal, do interiorzão de Goiás? Mas valeu a pena, ganhei dinamismo, tive que aprender a lidar com prazos e as correrias de fechamento. Fazendo tudo sendo, a todo o momento, atropelado pela minha vizinha, a criatividade para o design do meu autor, pois ele continuava a diagramar, criar logomarcas e impressos.

Mas, nesta ainda pequena trajetória, também passei por momentos sombrios. Depois de aparecer num ridículo jornal do interior do Tocantins, tive que dividir as colunas com outros textos medíocres, com o único intuito de bajular políticos corruptos e manchar a reputação dos seus opositores. Eu também tive que me adaptar a esta nova pauta. Sinceramente, senti-me prostituído naquelas páginas, ainda bem que foi por pouquíssimo tempo, entretanto, me deixaram marcas.

Hoje, ando meio deprimido, recluso a poucas linhas em sites da internet, para florear o agora “webdesign” do autor, ou então para expor seu pensamento marginalizado, em espaços não ligados a sua profissão. Mas vejo uma luz, “alguém” tomou decência, vergonha na cara e entrou no curso de jornalismo, finalmente! Agora acho que vou tomar forma, corrigir meus vícios e, quem sabe, me tornar um texto adulto, evoluído, mais preparado para as páginas da vida.

segunda-feira, 16 de maio de 2005

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