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sábado, 20 de julho de 2002

Luiz Paula: a natureza morta que vira arte

Publicado na edição nº656, de 2002, no Jornal Folha do Sudoeste

O médico veterinário Luiz Padula, responsável pela implantação da parte agropecuária do Projeto Buriti, da Perdigão, aproveitando-se do seu trabalho, que é basicamente de extensão rural, visitando fazendas na região de Rio Verde, iniciou, à aproximadamente quatro meses, uma atividade bastante interessante. Nestas viagens ao campo, começou a coletar peças de madeira originárias de árvores mortas pela ação do homem, através das queimadas e desmatamento.

Deste material começou a desenvolver um trabalho que ele próprio chama de “hobby”, começou a montar peças artísticas como abajurs, molduras para quadros e outros móveis. Usando, para isso técnicas manuais de preparo da madeira com lixa, vernizes e goma laca. A madeira, antes sinônimo de destruição, incrementada com o uso de tecidos rústicos e gravuras orientais, vira arte nas mãos do veterinário.

Para sacramentar seu talento, já elogiado por amigos e familiares, expôs, na última quinta-feira dia 16, seus trabalhos no Espaço Vip da própria Perdigão, sala montada pela empresa no Centro de Rio Verde para receber as artes plásticas produzidas na região.

Na oportunidade, foi ainda mais elogiado pelo seu trabalho, desta vez pelo público apreciador das belas artes da cidade, além de personalidades de destaque tanto de âmbito artístico como político.

Foi um sucesso a exposição de Luiz Padula, tanto que boa parte dos frutos do “hobby” do médico veterinário foi vendida ali mesmo. A decisão por se desfazer do seu acervo pessoal, ele explica numa história um tanto quando engraçada. “Eu fui fazendo, fazendo e fazendo e colocando sobre o sofá lá de casa, mas o sofá acabou enchendo, ai eu pensei, ou eu compro um sofá maior ou eu vendo”.

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