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quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Q.I. é pré-requisito em Aracaju

Não, não se trata do quociente intelectual, teste realizado por psicólogos que, por falta do que fazer, inventaram de distinguir as pessoas uma das outras pelo nível de inteligência. Até porque, trata-se de uma avaliação bastante defasada, que caiu em desuso, já que continuam sem o que ter o que fazer e criaram agora outros “Qs”, como o quociente emocional.

Mas voltando, a vaca fria, o Q.I. que eu estou me referindo, ser algo de importância fundamental em Aracaju, no quesito emprego, assunto que trato nesta editoria, se refere ao “Quem Indica”.

É muito bom contar com amigos que dão aquele toque quando surge alguma oportunidade de emprego e lembram de nós, ou quando um lugar onde a gente fez algum curso, ou teve algum vínculo de trabalho, lembra da gente e nos indica para uma vaga de emprego que lhes foi ofertada. É ótimo ter uma carta como esta na manga, em minha opinião, isso não tira o mérito da competência de ninguém, só ajuda, não é bem disso que estou querendo tratar.

A questão toda está no fato das instituições que empregam em Aracaju atuarem de uma forma retrógrada como esta, coisa de Século XIX, onde parece só valer o que lhes é dado como referência por terceiros. Como no mercado imobiliário, ou ao fazer um empréstimo no banco, você precise de um fiador, um avalista, alguém que testemunhe em seu favor para merecer uma oportunidade, de forma que é forçado a quem indica, criar um vínculo de responsabilidade para com o(s) nome(s) que for sugerir.

Em rápida enquete realizada no Orkut, em algumas comunidades, pude constatar que a maioria dos que opinaram, receberam indicação para atuarem em seus últimos empregos (veja resultado das enquetes: um e dois ). O fato constata, assusta e põe em discussão o quesitos e o quanto a atividade administrativa em Aracaju está situada no espaço tempo, contribuindo até para a ruína da própria empresa ou instituição, pois acaba impedindo que a seleção profissional seja eficiente, pois não dá chances de que bons currículos cheguem até suas mesas, como poderia ocorrer se seguissem outros métodos de recrutamento de pessoal.

É um tanto quanto injusta esta atitude quase que generalizada dos empregadores aracajuanos, pois acaba que de nada vale o currículo, o portfolio, a competência do profissional que fica a mercê de ter bons contatos, amigos e/ou parentes para que este possa se encaixar no mercado de trabalho, principalmente nas melhores oportunidades que surgirem em sua área.

É esperar para ver se surge um amadurecimento da postura empresarial por aqui, ainda mais agora que cada vez mais os ramos estão encontrando concorrência forasteira, introduzindo novas metodologias que visam muito mais a produtividade e competência dos seus colaboradores do que simplesmente garantias de retorno certo, oriundas de terceiros. Vamos contar que chegue o dia em que seja válido todo esforço de se aprimorar e progredir profissionalmente, impedindo que injustiças sejam cometidas para com quem investe em seu potencial.

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