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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Mardoqueu faz balanço positivo de 2012 para Cohidro

Recorde de Produção

Para o presidente da Companhia de Desenvolvimento de recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), Mardoqueu Bodano, o saldo de realizações e bons resultados no ano de 2012 foi bastante positivo na Empresa. Dentre as ações executadas, destacaram-se o combate à seca no Sertão Sergipano e o fornecimento da água potável em comunidades rurais. Na assistência técnica ao irrigante, ao final deste ano foi constatado o recorde de produção, com mais de 100 mil toneladas nos perímetros irrigados e também foi superada a quantidade de alimentos doados a entidades socioassistenciais, através do Programa Frutos da Terra. Mardoqueu também anuncia para 2013, a chegada de três novas perfuratrizes já garantidas pelo Ministério da Integração Social.

Recuperação de barragens
“Em 2012, ficou marcado o grande trabalho de combate à seca, onde o Governo do Estado designou à Cohidro a recuperação de 400 barragens. Após três meses estava lá o resultado da nossa união, superamos a meta, recuperando 510 barragens espalhadas nos municípios sergipanos”, avalia Mardoqueu sobre o trabalho executado pelos técnicos e engenheiros em mecanização da Companhia, que construíram ou reformaram barragens em todo Estado, destinadas ao acúmulo de água da chuva para o combate da desedentação animal que assola toda região Nordeste. Ainda, de acordo com o Presidente, foram destinados R$ 720 mil do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep), para a realização das obras.

Outra ação relevante da Cohidro no combate à seca, foi a perfuração dos poços artesianos e instalação da tubulação de água e reservatório de 8 mil litros, beneficiando dois povoados do município de Malhador, atendido pelo Perímetro Irrigado Jacarecica II da Companhia. “A função do perímetro é de irrigação, mas com a ajuda da população e da nossa equipe técnica, perfuramos os poços e fizemos a rede de distribuição. O empreendimento atendeu a população do Grupo dos 20, no qual residem 16 famílias, e Santa Maria, onde moram 38. Um trabalho pioneiro dos nossos técnicos que muito nos honrou”, considerou Mardoqueu Bodano, lembrando que ainda foram ativados outros poços em todo território sergipano neste ano, que beneficiaram diretamente 3 mil famílias.

Programa Frutos da Terra
O programa Frutos da Terra, que adquire, por meio do PPA, os produtos dos irrigantes da Companhia e os repassam para entidades que atendem pessoas carentes, teve todos os seus índices ampliados em 2012, em relação ao ano passado. “A parceria injetou, na agricultura familiar dos perímetros irrigados geridos pela Cohidro, pouco mais de R$ 780 mil apenas neste ano, beneficiando 251 pequenos produtores rurais. Foram mais de 444 mil kg de alimentos distribuídos a aproximadamente 20 mil pessoas de baixa renda”, relacionou o Presidente Mardoqueu sobre o empenho conjunto entre Estado e União, onde a Cohidro proporciona meios para produção e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), financia a compra dos alimentos a serem doados.

Cartilhas educativas
Mardoqueu pontua que mais parcerias contemplaram a agricultura familiar atendida pela Companhia, no caso das cartilhas “Produtos Alternativos para o Controle de Pragas e Doenças na Agricultura” e “Racionalização do Uso de Agrotóxicos”, a atuação ultrapassou os limites dos perímetros irrigados, já que também caberá a outras entidades a distribuição das mesmas a outros públicos. “Foram impressas 4 mil cartilhas educativas, através de uma parceria entre Cohidro, o Ministério Público do Trabalho (MPT) e Detran”, disse, indicando outra ação em que o meio ambiente também foi preocupação da Empresa em 2012, ao dar início ao processo de limpeza e despoluição da Barragem da Ribeira, em Itabaiana.

Com a presença do governador
em exercício Jackson Barreto,
foram entregues novos veículos
à Companhia
Recorda Mardoqueu que em abril, no ato de celebração dos 29 anos da Cohidro, com a presença do governador em exercício Jackson Barreto, foram entregues novos veículos à Companhia, adquiridos com recursos próprios. “Fizemos a aquisição de oito motocicletas, para facilitar o trabalho de assistência técnica junto aos agricultores e de um caminhão para dar suporte à atividade de perfuração de poços. O investimento na compra desses novos veículos foi superior a R$ 215 mil”, completa, anunciando que para 2013, ano em que a Empresa completa três décadas de existência, grandes novidades estão sendo preparadas para esta importante comemoração.

“Até abril de 2013, mês de aniversário da Cohidro, está programada a chegada das três novas perfuratrizes, duas delas atingem 250 metros de profundidade, a terceira vai até 500 metros. Para dar suporte a esse maquinário, também está incluso a compra de 9 caminhões”, divulga Mardoqueu Bodano, ressaltando a importância do termo de compromisso assinado no último dia 20, entre o Secretário de Agricultura de Sergipe José Macedo Sobral e o Ministro da Integração Social Fernando Bezerra, garantindo, dentre outros benefícios em Sergipe, os R$ 10 milhões para a Companhia adquirir os equipamentos de perfuração de poços que começam a chegar em fevereiro próximo.

Presidente Mardoqueu Bodano
Para finalizar, Mardoqueu Bodano fez questão de expor os recentes dados levantados mostrando a produção total nas propriedades irrigadas pelos perímetros da Cohidro, que neste ano bateu recorde. “Estamos muito contentes com a produção dos perímetros em 2012, foi a maior alcançada durante toda existência destes seis polos de irrigação. Foram 103.106 toneladas de alimentos, que comercializados pelos produtores, renderam uma receita de R$ 86.578.663,98. Isso justifica todo o empenho das equipes da Companhia que se esforçam na missão de favorecer a agricultura familiar, que coloca comida mais barata e de melhor qualidade na mesa da maioria dos brasileiros. Os meus parabéns aos nossos colaboradores e ao homem do campo, parceiro nessa jornada”, conclui o Presidente.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Escola de Artes encerra 2012 apresentando novos talentos


No fim da tarde da última sexta-feira, 14, alunos e mestres da Escola Oficina de Artes Valdice Teles (EOAVT) realizaram apresentação conjunta ao público, na praça de eventos da Rua do Turista, Centro de Aracaju. Integrando vários números artísticos que contemplam as artes cênicas, musicais e visuais, o evento tinha como intenção celebrar o encerramento do ano letivo na instituição e também oferecer a oportunidade aos estudantes do confronto ao público, mostrando seus talentos e conhecimentos adquiridos nas oficinas.

Danilo Gaspar, ao centro, se
apresenta com seus colegas
da oficina, momento de
mostrar o que aprendeu no curso
(Fotos: Ascom / Funcaju
/ Fernando Augusto)
Ao todo, foram 15 apresentações artísticas no palco da Rua do Turista, onde os estudantes de artes puderam experimentar a sensação de se apresentar em público, requisito didático para superação do medo e nervosismo com a estreia, principalmente para aqueles que concluíram agora o primeiro módulo de sua oficina. Um desses estreantes foi Danilo Gaspar, 13, que pode demonstrar, em um concerto em conjunto com os colegas da classe, tudo que aprendeu em violão no semestre que se passou.

Danilo pretende continuar na Valdice Teles, galgando aprimorar seus conhecimentos em instrumento de cordas nas oficinas avançadas, e se diz satisfeito com o que conseguiu aprender até o momento na Escola. “Gostei da forma como a professora explica, dando atenção a cada um dos alunos. Também gostei das músicas escolhidas para as práticas em violão, focando em músicas brasileiras, não estrangeiras”, comentou o garoto, fã da MPB, que sonha, com os pés no chão, alcançar o status de músico profissional, mesmo que isso não venha a ser sua atividade principal de trabalho.

Antônio Francisco de Melo
descobriu na Valdice Teles seu
talento vocal como tenor
Mais experiente, já tendo se apresentado ao público em escolas, hospitais e eventos da capital e no interior, como integrante do coral “Encantos da Valdice”, o funcionário público Antônio Francisco de Melo, 46, descobriu na Escola seu talento como tenor. “A Valdice Teles pega a pedra bruta e vai lapidando, sem exigir do aluno uma formação anterior quando ele entra. Fui recebido de portas abertas, ao contrário de outras instituições, que tem como requisito uma experiência musical anterior”, explica o cantor que está há um ano e meio fazendo oficinas na Instituição, pretendendo continuar lá, aprimorando seu talento para a música, no próximo semestre.

A pequena Laila Vitória mostra o
que aprendeu nas oficinas de
dança do ventre
Dançar é o que gosta a pequena Laila Vitória Feitosa, 9. Estreou no palco do evento, já em uma atuação solo, todo seu talento na dança do ventre, conquistado em apenas um módulo que cursou na Valdice Teles. “Minha mãe também faz na Escola aulas de dança do ventre e isso me incentivou bastante, mas eu também gosto muito, acho muito bonito”, relatou a aluna do professor Adriano Xavier, que é colaborador na Instituição desde 2003.

O professor Adriano Xavier
e sua aluna Laila
Adriano explica que a dança exerce um papel essencial na formação do indivíduo, seja ele jovem, adulto ou idoso. “Cada estilo de dança ou técnica de exercícios, tem um ensinamento e uma aplicação para diversos tipos de pessoas. A dança do ventre, por exemplo, tenta aumentar a autoestima da mulher. A ioga e o tai chi chuan trazem a disciplina e serenidade para a meninada, além do curso dar uma ocupação para elas, longe dos perigos das ruas”, enumera o instrutor, que em suas oficinas reúne técnicas que tragam ao aluno o autoconhecimento, com aplicações para o bem-estar da própria família, como é o caso da massoterapia.

Instrutor de bateria, Rodrigo Antônio,
acompanha outros alunos
durante as apresentações
A Valdice Teles também é espaço para quem está se profissionalizando na arte, aplicar seus conhecimentos, é o caso do estagiário do curso de Música, da Universidade Federal de Sergipe, Rodrigo Antônio. “Ensino nos três primeiros módulos de bateria, dos 4 oferecidos pela Escola. Para esta apresentação, selecionei entre meus alunos um baterista para atuar com outros músicos, formando uma banda”, comenta ele, sobre uma das suas participações no evento, pois também tocou como acompanhamento em diversas outras apresentações.

Sobre esse papel de ser o seleiro para diversos talentos artísticos sergipanos, comenta o diretor da Escola desde 2007, José Eugênio Enéas dos Santos. “A Valdice Teles atua como início da vida musical, artística do sergipano. Ter revelado e contribuído na carreira de artistas como Sena, Sergival, Joaldo Barreto que hoje é doutor em violoncelo, eu próprio, é prova da qualidade de ensino da Escola de Arte, que tem papel fundamental para tornar a pessoa melhor, socializar essa pessoa”, disse ele, que aos 14 anos entrou como aluno na Instituição, onde aprimorou seus dons artísticos como cantor e compositor.

“Nesta ocasião, os alunos de 13 oficinas da Valdice Teles, muitos que antes não tinham nenhuma habilidade artística, puderam mostrar os resultados obtidos pelo que aprenderam neste semestre, entre crianças, jovens, adultos e idosos” conclui Eugênio Enéas sobre a apresentação artística que encerrou as atividades em 2012 na Escola de Artes.

Além das apresentações artísticas, durante o evento acontecia no local, simultaneamente, uma feira de artesanato com produtos confeccionados nas oficinas de bonecas de pano, bordados, modelagem, reciclagem, patchwork, aplicação em cerâmicas, vidros, madeira e pintura, oferecidas na Valdice Teles.

A Escola
O diretor da EOAVT, Eugênio Enéas
Segundo o diretor Eugênio Enéas, a Valdice Teles recebe alunos de diversas cidades de Sergipe e além desta procura espontânea de pessoas de todas as idades, a Instituição acolhe pacientes do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), da Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) e menores infratores encaminhados pela 11ª Vara Criminal da Comarca de Aracaju. “Além de aprimorar o conhecimento dos nossos futuros artistas, nós oferecemos atividades que servem de terapia ocupacional e como ação socioeducativa, de reintegração à sociedade”, esclarece.

Fundada em 1984, a Escola fez parte, primeiramente, das unidades da Secretaria Municipal de Educação, posteriormente passou a integrar a Secretaria de Cultura que hoje é a Fundação Municipal de Cultura e Turismo de Aracaju (Funcaju). Com 40 oficinas educacionais oferecidas à sociedade aracajuana, também realiza exposições, palestras, mostras, debates e fóruns, visando o aperfeiçoamento dos seus alunos e dos indivíduos envolvidos na cena cultural de Aracaju e Sergipe. Sua estrutura possui salas climatizadas e uma praça de recreação em sua sede, à avenida Pedro Calazans, 737, no bairro Cirurgia.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Canindé retoma cultivo do maracujá com apoio da Cohidro‏

Maracujá volta a ser destaque na
agricultura de Canindé

O município de Canindé do São Francisco já foi um grande produtor de maracujá, tendo alcançado, à cerca de 10 anos, uma área plantada de aproximadamente 40 hectares. Problemas com pragas e doenças, além do baixo valor pago pelo mercado na época, fizeram a maioria dos produtores desistirem do cultivo da fruta. Hoje, os irrigantes do Perímetro Irrigado Califórnia, da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação (Cohidro), incentivados pela assistência agronômica da Empresa, retomam o cultivo da planta com perspectivas de superação do status anterior, aumentando índice de produção.

Engenheiro agrônomo Remi Bastos
Segundo o engenheiro agrônomo Remi Bastos, especialista e responsável pelas ações fitossanitárias na Cohidro, o maracujá em Canindé sofreu com a decadência de seu cultivo no passado, reunindo diversos fatores. “No geral, foi a falta de habilidade no manejo da cultura, tais como, tratos culturais, fitossanitários, manejo de irrigação e mercado, fizeram com que a exploração da mesma fosse interrompida”, esclarece, assinalando que os problemas encontrados no passado e os atuais, podem ser superados com o apoio técnico necessário, usando os insumos corretos.

 “As ocorrências de  pragas consideradas preocupantes para a cultura, compreendem a lagarta dione, percevejos e ácaros, que encontram-se controlados. Entre as doenças, a bacteriose mancha oleosa, a verrugose e a antracnose, sendo esta última comum, principalmente, em frutos em estádio de maturação ou quando em contato com o solo”, enumera o agrônomo Remi Bastos, ressaltando a importância da assistência técnica oferecida pela equipe da Cohidro no Perímetro, desenvolvendo um trabalho de acompanhamento do cultivo em Canindé, através do manejo integrado de pragas e doenças no maracujazeiro.

O irrigante do Perímetro Califórnia, Geovani Barro
O irrigante do Perímetro Califórnia, Geovani Barros, usou sua experiência com cultivo do maracujá na Bahia e apostou no plantio de 2 hectares em Canindé. A cultura recebeu adubação de fundação e de cobertura, além dos tratos culturais necessários, sendo as aplicações de insumos realizadas sob orientação técnica. “O início da colheita ocorreu aos sete meses de idade do plantio, tendo-se obtido até o momento uma produção de aproximadamente 10 toneladas por hectare”, revelou o produtor que tem como expectativa, para o segundo ano, conseguir uma produção em torno de 25 a 30 toneladas de maracujá por hectare, aumento natural conforme as plantas adquirem mais maturidade.

Bacteriose controlada
Foi na área de Geovani, que o especialista Remi Bastos encontrou a incidência da bacteriose mancha oleosa, causado pela bactéria Xanthomonas campestris pv. passiflorae, que se aproveita do clima quente do semiárido somado à umidade gerada pelo excesso de  irrigação. “A doença ataca as folhas iniciando pelas suas extremidades que se tornam secas, os frutos ficam apodrecidos, alem dos ramos que secam, até matar a planta por completo. A doença é de difícil controle químico depois de totalmente instalada na cultura, mesmo porque são escassos os produtos com registro para o controle desta bacteriose. O que está sendo recomendado ao produtor, além das medidas de controle através o uso de antibióticos associados a fungicidas cúpricos, é a construção de barreiras altas, a exemplo de capins que protegem as plantas de maracujá da incidência de ventos”, explica o agrônomo da Cohidro, que já prescreveu os devidos cuidados que o agricultor deve tomar com a praga.

Consórcio de culturas
“O combate à bactéria é feito com aplicações de sulfato de cobre mais um antibiótico à base de oxitetraciclina, um bactericida e fungicida faixa azul, considerado de toxidade leve. No entanto, o sucesso no uso de um produto depende primeiramente da forma como é aplicado, ou seja, existem regras como o horário que é feita a pulverização, a umidade do ar, temperatura e velocidade dos ventos, bem como a habilidade do aplicador. De preferência, devem-se realizar as aplicações nos horários em que o sol esteja ameno, tais como pela manhã cedo  ou  no final de tarde,” ensina Remi Bastos, alertando também sobre a importância do uso de equipamentos de proteção individual (EPI).

Consórcio de culturas
Remi explica ainda que o consórcio de culturas resulta em aproveitar o mesmo terreno, por duas ou mais culturas diferentes, na mesma época e  que o plantio do maracujá em espaldeiras verticais permite que o espaço entre as linhas seja utilizado para introdução de outras culturas consorciadas, como árvores frutíferas de pequeno porte, o milho, o feijão outras leguminosas para a adubação verde. “É uma vantagem para o agricultor que aproveita melhor a água utilizada na irrigação e obtém mais lucratividade”, pontua Remi Bastos, usando o exemplo do produtor Geovani Barros, que introduziu a acerola como planta consorciada aos maracujazeiros e que obteve sucesso.

Publicado em "Jornal do Dia" e "Jornal da Cidade" nesta data.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Produção de pimenta em Lagarto cresce com o ingresso de novas variedades‏


Pimenta biquinho (Fotos: Felipe Coringa)
Os agricultores do município de Lagarto, atendidos pela Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), comemoram os excelentes resultados no cultivo de pimenta, motivados pela compra da maior parte da produção anual pela empresa Maratá. Em 2011, foram quase mil toneladas de pimenta produzidas, montante que tende a aumentar em 2012, com a introdução do cultivo da variedade “biquinho”. Somando às antes cultivadas malagueta e jalapeño, aumenta a participação destes produtores no mercado.

A Cohidro tem papel fundamental nesse processo, pois é quem fornece a irrigação, único meio para o cultivo dessas espécies vegetais em escala industrial no Agreste Sergipano. São 30 os produtores de pimenta, que tem seus lotes compreendidos pelo abastecimento do Perímetro Irrigado Piauí, unidade da Companhia no município. Além de prover aos irrigantes a água de forma gratuita, atua continuamente orientando o agricultor com a assistência técnica.

Produtor rural atendido pelo perímetro Piauí,
Gidelson Gonçalves dos Santos 
Produtor rural atendido pelo perímetro Piauí, Gidelson Gonçalves dos Santos, explica que a pimenta biquinho, Capsicum Chinense, é utilizada pela indústria para envasamento e venda em forma de conserva, desta forma, exige um padrão de qualidade superior às demais produzidas no município. “Após a florada, vem a primeira brotação, essa produz os melhores frutos e que são diretamente vendidos para a Indústria Maratá. A segunda brotação, produz frutos menores, que então fornecemos à outras indústrias de Minas Gerais e São Paulo, por um preço menor”, diz o agricultor que colhe cerca de 2 toneladas da primeira e melhor floração da pimenta biquinho, em cada uma das safras em seus 3 mil pés, comercializando-a por R$ 5 o quilo.

Produtor de pimenta em Lagarto  Luiz Barbosa
Outro produtor de pimenta em Lagarto é Luiz Barbosa, que cultiva somente cinco tarefas de terra e colhe 4 toneladas anuais da pimenta. “Colho meia tonelada de biquinho em uma tarefa de terra e três de malagueta, em duas tarefas. Mesmo a malagueta rendendo mais, a biquinho, por não arder, facilita muito na colheita”, relaciona as duas variedades hoje mais produzidas no perímetro irrigado Piauí.

William Domingos Silva, técnico agrícola
do perímetro Piauí 
William Domingos Silva, técnico agrícola do perímetro Piauí, acompanha de perto o desenvolvimento da nova variedade em Lagarto e se esforça para transmitir aos irrigantes o método de manejo da biquinho. “São duas safras anuais, compreendendo as duas brotações cada uma. Após a colheita da segunda florada, um mês depois da primeira, os pés de pimenta são eliminados e ocorre um novo plantio. Depois de três meses, vem então a primeira floração do novo pé, reiniciando o processo”, explica.

A pimenta biquinho ganhou notoriedade na mesa do brasileiro rapidamente pela baixa ardência, sabor e aroma peculiares, sendo consumida em saladas ou sozinha, como aperitivo. Por este fato da ser comercializada no varejo inteira, força ao agricultor a ter maiores cuidados com o estado do fruto a fim de garantir a aceitação na indústria. “Essa pimenta não serve para colheita no inverno, com a chuva ela fermenta e racha, fazendo a indústria perder interesse por ela. Não é todo mundo que se dá bem com seu cultivo, tem quem perca toda a produção por não prestar atenção nesses detalhes”, esclarece o agricultor Gidelson Gonçalves.


Malagueta e Jalapeño

Pimenta Jalapeño
Com uma área colhida de 80,5 hectares em 2011, a pimenta malagueta ainda corresponde pela maior área plantada no município, principalmente pelo interesse que a Indústria Maratá tem pelo produto para produção de molhos. No mesmo ano, a produtividade dos irrigantes junto à Cohidro em Lagarto foi de 10 toneladas por hectare, produzindo 805 toneladas no total das áreas plantadas, fazendo render aos produtores do perímetro Piauí, R$ 4,83 milhões de valor total da produção.

Já a variedade jalapeño, ou jalapenho, é utilizada pela indústria Maratá em Lagarto como complemento de polpa para o molho picante da malagueta, mas no México, de onde se origina, é bastante apreciada em vários pratos da culinária típica. No perímetro Piauí, em 2011, foram colhidas 182 toneladas da pimenta nos 14 hectares em que foi cultivada, fazendo chegar o valor total de produção em R$ 273 mil.


Pimenta-do-reino

Gerente do Perímetro Piauí,
Gilvanete Teixeira
Em vista de expandir ainda mais o mercado fornecedor de pimentas para a indústria em Lagarto, o presidente da Companhia, Mardoqueu Bodano juntamente com a gerente do Perímetro Piauí, Gilvanete Teixeira do Sacramento de Jesus, revelam que em janeiro próximo, iniciam o plantio experimental da pimenta-do-reino dentro da área irrigada pela Cohidro. “É uma aposta que vamos fazer, a fim de ampliar participação do mercado e variedade de produtos oferecida à indústria pelos produtores. Estamos com uma grande expectativa confiando no sucesso do projeto”, detalha Gilvanete que agradece o apoio da diretoria da empresa que não tem medido esforços para ampliar o mercado de pimenta em Lagarto.

“Fiz uma viagem ao Sul da Bahia e acompanhei o processo de produção da pimenta-do-reino com ótimos resultados. Sendo lá o clima parecido com o nosso, não acredito que teremos problemas com mais essa variedade aqui”, esclarece o técnico agrícola William Domingos sobre a variedade originária da Índia, que se adapta a climas quentes e úmidos, com umidade do ar em torno de 80% e temperatura média de 25ºC, índices bem próximos aos aferidos em Lagarto. O Brasil é um dos maiores produtores mundiais do produto que é exportado para outros países.