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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Escola de Artes encerra 2012 apresentando novos talentos


No fim da tarde da última sexta-feira, 14, alunos e mestres da Escola Oficina de Artes Valdice Teles (EOAVT) realizaram apresentação conjunta ao público, na praça de eventos da Rua do Turista, Centro de Aracaju. Integrando vários números artísticos que contemplam as artes cênicas, musicais e visuais, o evento tinha como intenção celebrar o encerramento do ano letivo na instituição e também oferecer a oportunidade aos estudantes do confronto ao público, mostrando seus talentos e conhecimentos adquiridos nas oficinas.

Danilo Gaspar, ao centro, se
apresenta com seus colegas
da oficina, momento de
mostrar o que aprendeu no curso
(Fotos: Ascom / Funcaju
/ Fernando Augusto)
Ao todo, foram 15 apresentações artísticas no palco da Rua do Turista, onde os estudantes de artes puderam experimentar a sensação de se apresentar em público, requisito didático para superação do medo e nervosismo com a estreia, principalmente para aqueles que concluíram agora o primeiro módulo de sua oficina. Um desses estreantes foi Danilo Gaspar, 13, que pode demonstrar, em um concerto em conjunto com os colegas da classe, tudo que aprendeu em violão no semestre que se passou.

Danilo pretende continuar na Valdice Teles, galgando aprimorar seus conhecimentos em instrumento de cordas nas oficinas avançadas, e se diz satisfeito com o que conseguiu aprender até o momento na Escola. “Gostei da forma como a professora explica, dando atenção a cada um dos alunos. Também gostei das músicas escolhidas para as práticas em violão, focando em músicas brasileiras, não estrangeiras”, comentou o garoto, fã da MPB, que sonha, com os pés no chão, alcançar o status de músico profissional, mesmo que isso não venha a ser sua atividade principal de trabalho.

Antônio Francisco de Melo
descobriu na Valdice Teles seu
talento vocal como tenor
Mais experiente, já tendo se apresentado ao público em escolas, hospitais e eventos da capital e no interior, como integrante do coral “Encantos da Valdice”, o funcionário público Antônio Francisco de Melo, 46, descobriu na Escola seu talento como tenor. “A Valdice Teles pega a pedra bruta e vai lapidando, sem exigir do aluno uma formação anterior quando ele entra. Fui recebido de portas abertas, ao contrário de outras instituições, que tem como requisito uma experiência musical anterior”, explica o cantor que está há um ano e meio fazendo oficinas na Instituição, pretendendo continuar lá, aprimorando seu talento para a música, no próximo semestre.

A pequena Laila Vitória mostra o
que aprendeu nas oficinas de
dança do ventre
Dançar é o que gosta a pequena Laila Vitória Feitosa, 9. Estreou no palco do evento, já em uma atuação solo, todo seu talento na dança do ventre, conquistado em apenas um módulo que cursou na Valdice Teles. “Minha mãe também faz na Escola aulas de dança do ventre e isso me incentivou bastante, mas eu também gosto muito, acho muito bonito”, relatou a aluna do professor Adriano Xavier, que é colaborador na Instituição desde 2003.

O professor Adriano Xavier
e sua aluna Laila
Adriano explica que a dança exerce um papel essencial na formação do indivíduo, seja ele jovem, adulto ou idoso. “Cada estilo de dança ou técnica de exercícios, tem um ensinamento e uma aplicação para diversos tipos de pessoas. A dança do ventre, por exemplo, tenta aumentar a autoestima da mulher. A ioga e o tai chi chuan trazem a disciplina e serenidade para a meninada, além do curso dar uma ocupação para elas, longe dos perigos das ruas”, enumera o instrutor, que em suas oficinas reúne técnicas que tragam ao aluno o autoconhecimento, com aplicações para o bem-estar da própria família, como é o caso da massoterapia.

Instrutor de bateria, Rodrigo Antônio,
acompanha outros alunos
durante as apresentações
A Valdice Teles também é espaço para quem está se profissionalizando na arte, aplicar seus conhecimentos, é o caso do estagiário do curso de Música, da Universidade Federal de Sergipe, Rodrigo Antônio. “Ensino nos três primeiros módulos de bateria, dos 4 oferecidos pela Escola. Para esta apresentação, selecionei entre meus alunos um baterista para atuar com outros músicos, formando uma banda”, comenta ele, sobre uma das suas participações no evento, pois também tocou como acompanhamento em diversas outras apresentações.

Sobre esse papel de ser o seleiro para diversos talentos artísticos sergipanos, comenta o diretor da Escola desde 2007, José Eugênio Enéas dos Santos. “A Valdice Teles atua como início da vida musical, artística do sergipano. Ter revelado e contribuído na carreira de artistas como Sena, Sergival, Joaldo Barreto que hoje é doutor em violoncelo, eu próprio, é prova da qualidade de ensino da Escola de Arte, que tem papel fundamental para tornar a pessoa melhor, socializar essa pessoa”, disse ele, que aos 14 anos entrou como aluno na Instituição, onde aprimorou seus dons artísticos como cantor e compositor.

“Nesta ocasião, os alunos de 13 oficinas da Valdice Teles, muitos que antes não tinham nenhuma habilidade artística, puderam mostrar os resultados obtidos pelo que aprenderam neste semestre, entre crianças, jovens, adultos e idosos” conclui Eugênio Enéas sobre a apresentação artística que encerrou as atividades em 2012 na Escola de Artes.

Além das apresentações artísticas, durante o evento acontecia no local, simultaneamente, uma feira de artesanato com produtos confeccionados nas oficinas de bonecas de pano, bordados, modelagem, reciclagem, patchwork, aplicação em cerâmicas, vidros, madeira e pintura, oferecidas na Valdice Teles.

A Escola
O diretor da EOAVT, Eugênio Enéas
Segundo o diretor Eugênio Enéas, a Valdice Teles recebe alunos de diversas cidades de Sergipe e além desta procura espontânea de pessoas de todas as idades, a Instituição acolhe pacientes do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), da Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) e menores infratores encaminhados pela 11ª Vara Criminal da Comarca de Aracaju. “Além de aprimorar o conhecimento dos nossos futuros artistas, nós oferecemos atividades que servem de terapia ocupacional e como ação socioeducativa, de reintegração à sociedade”, esclarece.

Fundada em 1984, a Escola fez parte, primeiramente, das unidades da Secretaria Municipal de Educação, posteriormente passou a integrar a Secretaria de Cultura que hoje é a Fundação Municipal de Cultura e Turismo de Aracaju (Funcaju). Com 40 oficinas educacionais oferecidas à sociedade aracajuana, também realiza exposições, palestras, mostras, debates e fóruns, visando o aperfeiçoamento dos seus alunos e dos indivíduos envolvidos na cena cultural de Aracaju e Sergipe. Sua estrutura possui salas climatizadas e uma praça de recreação em sua sede, à avenida Pedro Calazans, 737, no bairro Cirurgia.

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