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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Ministério da Agricultura se reúne com orgânicos do Perímetro Piauí

A produção orgânica no Perímetro Irrigado Piauí em Lagarto (PEPIA), que é acompanhada pela Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), foi o tema da reunião realizada nesta terça-feira, 21, na sede do PEPIA. O encontro reuniu os agricultores que fazem parte da Organização de Controle Social do Centro Sul Sergipano (OCS-CSS), representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Sebrae e técnicos da Cohidro.

Na reunião, os técnicos do Ministério recentemente nomeados para fiscalizar a produção agroecológica no Estado, se apresentaram ao grupo de agricultores orgânicos licenciados em Lagarto e falaram sobre a de Comissão de Produção Orgânica de Sergipe (CPOrg-SE), coordenada pelo MAPA em Sergipe. O presidente da Associação de Produtores Orgânicos do PEPIA, Genivaldo Azevedo de Jesus, esclareceu aos técnicos do MAPA a situação dos produtores OCS-CSS.

“A nossa Associação existe desde 2008. Foi criada e persiste até hoje com 10 membros. Em 2010 essa mesma associação tornou-se a OCS-CSS, onde os sócios adquiriram autorização do MAPA para venda direta do produto. Temos hoje uma demanda de mais 5 agricultores familiares interessados em também fazer parte da nossa OCS e acredito que é o momento certo para tratarmos da entrada destes novos membros, com o aval do MAPA”, esclarece Genivaldo, também presidente da OCS-CSS.

O técnico agrícola da Cohidro, José Raimundo Pereira de Matos é responsável por avaliar e acompanhar os agricultores interessados em participar da OCS. É ele quem providencia toda a documentação que será encaminhada ao MAPA para o credenciamento dos agricultores. “É necessário avaliar a área a ser trabalhada a produção orgânica, avaliar o solo a partir de cultivos anteriores onde foram usados defensivos químicos e é imprescindível que o agricultor implante barreiras vivas, os quebra vento, para impedir que os agrotóxicos pulverizados nas áreas vizinhas, sejam trazidos pelos ventos, contaminando assim os novos cultivos orgânicos”, ilustrou.

Hoje são 10 OCS em Sergipe, esclarece o agente de Atividade Agropecuária do MAPA, Joacir Almeida. “alem dessas 10 OCS, temos mais uma em fase final de regulamentação. Até o final de 2013, nossa pretensão é de aumentar esse número para 17 OCS no Estado. Ao todo, são cerca de 90 agricultores familiares produzindo orgânicos nas OCS de Sergipe”, contabiliza o técnico responsável em Sergipe pela fiscalização das OCS’s.

O engenheiro agrônomo Clélio Vilanova, consultor do Sebrae, resaltou aos agricultores na reunião, a importância dessa autorização concedida pelo MAPA, a partir da formalização da OCS. “Todo jogo tem uma regra a ser seguida. Com a documentação necessária, o produtor está apto para entrar na OCS ou buscar o laudo fornecido por um órgão certificador. Sem uma dessas autorizações, não se pode vender como orgânico”, esclareceu o também membro da CPOrg-SE.

Fiscalização
A engenheira agrônoma Sônia Loureiro representa a Cohidro na CPOrg-SE. Ela é responsável por coordenar, nos 6 perímetros da Companhia, todo o processo de implantação das áreas produtivas. Hoje a Companhia atua em duas OCS, a de Lagarto e outra em Malhador. “Estávamos aguardando a presença do MAPA nesta OCS. Esta reunião é importante para podermos analisar a situação atual dos agricultores e dos que pretendem aderir à OCS”, revela a agrônoma, que considera ser de fundamental importância a implantação das OCS’s, pois é bastante caro, para agricultor, buscar uma certificação orgânica independente.

Técnica da Cohidro, que acompanha tanto os produtores das OCS’s como os agricultores do projeto PAIS, Maria Terezinha Azevedo relata a atuação da Companhia no setor agroecológico no PEPIA. “Temos dado todo o apoio aos interessados em introduzir o modelo orgânico em suas áreas. Nesses 3 anos de OCS, a empresa tem liberado insumos como adubos orgânicos, sementes, caixas d’água, material de irrigação e o mais importante, o acompanhamento das atividades desenvolvidas, tanto pelos técnicos de Lagarto como os de Aracaju”, expôs.

Presente à reunião, o agricultor Delfino Batista é um exemplo a ser seguido pelos demais produtores orgânicos. Cultiva hortaliças no Perímetro e comercializa seus produtos agroecológicos diretamente ao consumidor na Feira da Agricultura Familiar do Governo do Estado, realizada na SEIDES, vende quinzenalmente no pátio da Cohidro e atua em mais 3 feiras em Lagarto. Ele garante a autenticidade de seus produtos, sem medo de qualquer fiscalização. “Não tenho nada a esconder e recebo sempre as reportagens para mostrar a minha produção orgânica, pois sei que estou seguindo as recomendações para continuar dentro da OCS”, afirma.

Joacir Almeida também avaliou o trabalho da Companhia junto a OCS-CSS. “Reconhecemos essa luta, esse apoio da Cohidro em nome do produtor. É muito importante para nós, do MAPA, saber que existe e ficamos cientes de que terá continuidade todo nosso trabalho dentro do perímetro de Lagarto. Hoje nós discutimos a situação e listamos as pendências requeridas pelos agricultores, que na próxima reunião vamos resolver”, concluiu o agente do MAPA, anunciando que ficou agendado, com o PEPIA, marcar uma visita a cada agricultor para atualização do cadastro de cada área orgânica, bem como da listagem de suas necessidades.

Mardoqueu Bodano, presidente da Cohidro, ressalta a importância da presença do MAPA nos perímetros para conhecer e avaliar o trabalho dos produtores. “É importante que as fiscalizações do MAPA aconteçam com mais frequência. Com o aval do Ministério, da CPOrg-SE e dos consumidores teremos a certeza de que estamos no caminho certo, em prol de incentivar e fazer crescer o fornecimento de alimentos orgânicos, mais saudáveis, às famílias sergipanas”, avalia.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Prefeitura e Cohidro fazem parceria para recuperação de poço em São Francisco

Poço no assentamento Irmã Maria Joana Hermínia, em São Francisco, teve seu dessalinizador recuperado pela Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro). O serviço, solicitado pelo prefeito, conta com a cooperação financeira da administração deste município da região sergipana do Baixo São Francisco, norte do Estado.

De uma perfuração contratada, há 4 anos, pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a comunidade passou a ter o poço que, devido a salinidade apresentada, não fornecia água potável, só podendo atender as necessidades domésticas da vila de agricultores. Então no início de 2012 foi instalado, também por meio do Incra, um sistema de dessalinização. Obra realizada por empresa particular de Campina Grande, Paraíba.

Mas o dessalinizador apresentou defeito em novembro do ano passado, impossibilitando o fornecimento da água potável às 18 famílias do assentamento. O atual prefeito, Celso do Peixe, procurou a Cohidro para solicitar apoio e resolver o problema. “O dessalinizador precisou ter suas membranas de osmose reversa e filtros trocados. Esse material, além do custo com as equipes da Companhia de irem ao local mais de uma vez, foram pagos com recursos próprios da Cohidro”, adiantou Roberto Wagner.

“A prefeitura entrou com o conserto de uma das bombas do dessalinizador”, completou o chefe da Dipoços, explicando que, neste sistema, “o dessalinizador pega a água do reservatório que vem do poço e a separa em duas partes. 10% dela fica potável ao consumo humano e é acondicionada em um segundo reservatório que abastece os moradores por um chafariz. A outra parte, os 90%, sai do dessalinizador acrescido com o sal extraído da parte da água que ficou potável, que é então lançada em um tanque de 200 mil litros, destinado a criação de peixes”.

O presidente da Associação de Produtores do Assentamento, Manoel Santos, conta que o poço tem vazão de 15 mil litros por hora e que o tanque tem capacidade para 10 mil peixes. “Ano passado criei tilápias no tanque, depois de 8 meses alimentando, tive um lucro muito bom com a venda delas. Agora com a ajuda da Cohidro, temos esperança de que o dessalinizador continue a funcionar perfeitamente, para não precisar andar 2 quilômetros até o assentamento vizinho e pegar água de beber”, revelou ele que também planta milho e capim para o gado criado em seu lote, no assentamento implantado há 8 anos pelo Incra.

Compromisso
O presidente da Cohidro, Mardoqueu Bodano, explica que esse trabalho em parceria com a prefeitura surgiu de acordo firmado com o atual prefeito municipal. “Fomos procurados por prefeitos dessa e de outras cidades no início do ano, assim que foram eleitos ou reeleitos, solicitando a recuperação ou perfuração de novos poços. Daremos prioridade aos pedidos onde haja o comprometimento com a divisão dos custos. Este povoado foi atendido depois do prefeito assumir essa contrapartida”, esclareceu, informando que o acordo se estende à também manter o funcionamento dessas benfeitorias após realizados os serviços.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Demanda maior e investimentos aumentam área do milho irrigado em Lagarto

Foto: Ascom Cohidro/
Fernando Augusto
Mais uma vez a estiagem prolongada beneficia os agricultores inseridos nos perímetros irrigados da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro). A falta de chuvas, impedindo que os plantios fora de projetos de irrigação fossem iniciados, estimulou os irrigantes de Lagarto a aumentarem a área plantada de milho para espiga e realizar investimentos no cultivo, na intenção de fornecer o produto para o período junino. 


Foto: Ascom Cohidro/
Fernando Augusto
No Perímetro Irrigado Piauí (PEPIA), no município de Lagarto, todos os 480 agricultores irrigantes dedicaram uma área para o milho espiga, seja para a comercialização ou para o consumo da própria família, segundo o técnico agrícola da Cohidro, William Domingos Silva. “Por causa da estiagem, todos resolveram plantar milho neste ano, nem que seja para consumo próprio. A área plantada superou os 40 hectares e prevê uma produção de mais de 280 toneladas”, revelou. Esses dados superam a área colhida de 2012 em 67,5% e a produção em 129%.

As cerca de 1,4 milhão de espigas esperadas para a colheita junina de 2013 não só se devem ao aumento da área plantada. Investimentos no método de irrigação e técnicas de adubação trouxeram diferenciais que vão alavancar a produção. Exemplo disso é a lavoura de milho do irrigante Israel Farias dos Santos, do lote 105 do PEPIA, que implantou neste ano o sistema de irrigação por gotejamento em sua plantação de 2 hectares.

“Investi no novo sistema de gotejamento orientado pela Cohidro. Bastam 40 minutos de irrigação por dia em cada setor da lavoura, isso quando não chove”, revelou Israel, sobre a técnica de irrigação que “é mais uniforme, eficiente e econômica do que o sistema de aspersão, que nem sempre consegue atingir todas as plantas e desperdiça muita água. Outro segredo é a adubação de fundação, que é feita junto do plantio da semente”, explicou o técnico William.

Graças à água para irrigação fornecida pela Cohidro, Israel produz durante todo ano na mesma área, fazendo rotatividade entre duas safras de amendoim e uma de milho. “Devo colher, entre 7 e 12 de julho, umas 65 mil espigas no meu lote, que plantei no dia 28 de março. Toda produção já tem comprador certo em Salvador”, comentou, explicando que o cliente paga R$ 50 pelo cento do milho e arca com o valor do frete e da mão de obra contratada para a colheita.

Nesta lavoura, o técnico agrícola estipula que o Israel Farias vá gerar um faturamento bruto em torno de R$ 30 mil, sem contar com a venda dos restos da cultura para os pecuaristas que ministram as folhas e talos ao gado, item que tem aumentado sua procura, devido também à estiagem prolongada. “Chegam vir do Sertão Sergipano criadores querendo comprar a ‘palhada’ do milho dos irrigantes de Lagarto”, completa William Domingos.


Empreendedorismo

Não só para o consumo próprio ou para fornecer para atravessadores que é plantado o milho no PEPIA. Existem agricultores, como Genivaldo Azevedo de Jesus, conhecido por “Maradona”, que pretendem se encarregar de todo processo de plantio, colheita e investem para fornecer o produto diretamente ao consumidor final, assim alcançando um maior lucro com a sua lavoura.

Maradona e seu pai, João Benigno de Jesus, plantaram 1 hectare de milho, metade em 28 de março e o restante uma semana depois, intervalo de tempo para poder conciliar as atividades da colheita e da comercialização. “Eu mesmo quero vender em Lagarto, Boquim e Simão Dias, pondo funcionários para me ajudar para colher e vender nas feiras”, anuncia o agricultor que espera produzir 30 mil espigas nesta safra, que pretende vender entre R$ 0,75 e R$ 1 cada uma delas.

Para se ter uma ideia do quanto a família de agricultores está apostando no milho verde, na mesma área que hoje ocupa a cultura existiam duas lavouras, de quiabo e fumo. Após a colheita, eles pretendem voltar com o fumo e inserir uma outra roça de batata-doce. “Este ano, com a estiagem prolongada, só quem tinha irrigação plantou o milho. Quem não tinha, ficou esperando chuva e só agora ela chegou. Quem plantar agora, não vai ter milho para o São João”, justificou Maradona.

Novas técnicas
Superada a etapa de conscientização dos irrigantes quanto ao uso do gotejamento, agora a intenção é de convencer os irrigantes quando ao uso da fertirrigação, que segundo o técnico em agropecuária do PEPIA, José Américo, leva a adubação até a planta por meio da água. “Como a irrigação por gotejamento atinge somente o solo, ela é bastante recomendada para a fertirrigação, que ajuda a absorção dos nutrientes pela planta, já que vêm diluídos na água”, comenta sobre o método que exige o investimento na instalação de outros equipamentos, acoplados ao sistema de irrigação.

Para a gerente do PEPIA, Gilvanete Teixeira, conciliar as oportunidades de mercado com novas técnicas de cultivo, faz com que o Perímetro seja cada vez mais produtivo e cumpra seu papel de prover renda para o homem do campo. “São características que promovem o desenvolvimento humano através da agricultura familiar. Melhores lucros para o agricultor lhe dão segurança financeira para realizar investimentos na especialização de suas lavouras”, comenta. 


Mardoqueu Bodano, presidente da Cohidro, parabeniza a iniciativa dos irrigantes de Lagarto ao apostar no mercado, aumentando suas lavouras e investindo na produção mais eficiente. “Já que a seca diminuíra a oferta dos produtos pela agricultura tradicional, é louvável que todos os irrigantes não só passem a lucrar mais com isso, mas que preencham essa lacuna na produção. Eles, garantindo o milho verde ao mercado no período junino, ajudam também o equilíbrio dos preços, barrando a entrada do produto vindo de outros estados, que é mais caro pelo custo do frete”, concluiu.



 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Técnicos da Cohidro testam com sucesso nova variedade de pepino em Lagarto

Os técnicos agrícolas da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), que atuam no Perímetro Irrigado Piauí (PEPIA), fizeram um desafio ao distribuidor de sementes, o qual tinha proposto a inserção de uma recém lançada variedade de pepino híbrido, a Darlington, nos cultivares dos irrigantes atendidos pela Empresa em Lagarto. O resultado bem sucedido do experimento foi mostrado aos agricultores em dia de campo, realizado na última quinta-feira, 02, em um dos lotes do PEPIA.

 Lucivaldo dos Santos Nascimento
(Foto: Fernando Augusto)
40 dias antes, o lote do irrigante Lucivaldo dos Santos Nascimento, no povoado Tapera do Saco, recebeu o experimento coordenado pelo técnico agrícola da Cohidro, Tito Reis. Foram plantadas 50 mudas em canteiro preparado somente com adubação de esterco de gado, no lote do irrigante Lucivaldo dos Santos Nascimento, no povoado Tapera do Saco. Outro canteiro foi preparado há duas semanas, também com os mesmos procedimentos do primeiro, com a diferença de que neste iriam aplicar defensivos químicos para o controle de pragas.

Tito Reis (Foto: Fernando Augusto)
“No primeiro canteiro, o de 40 dias, foi somente aplicado uma pulverização utilizando ‘extrato de nim’, um inseticida natural e bastante conhecido. A intenção do experimento era testar a nova variedade de pepino expondo-a aos tratos mais rudimentares possíveis e com insumos acessíveis aos nossos irrigantes”, explicou o técnico Tito, acrescentando que a variedade começa a produzir aos 30 dias após o plantio e sua florada constante, a mantém com produtividade, em escala comercial, de até 90 dias de duração.

Agricultores conhecem o pepino
(Foto: Fernando Augusto)
Lucivaldo dos Santos conta que o resultado obtido foi tão positivo que nem pretende mudar o manejo de cultivo da outra área plantada. “Inicialmente, neste canteiro plantado depois, era para usarmos inseticidas químicos, para fazermos uma comparação dos dois métodos: o agroecológico, usado no primeiro campo e o convencional. O primeiro se saiu tão bem que nem pretendo mais usar o veneno”, revelou o irrigante que deseja investir na produção do pepino, depois de ter acompanhado de perto a produtividade desta nova variedade.

Remi Bastos (Foto: Fernando Augusto)
“A variedade compensa, pois não tem muito gasto, só esterco e pulverização com produtos naturais, nem preciso de produtos químicos”, justificou Lucivaldo, que foi convencido por optar pelos tratos culturais sem uso de defensivos químicos depois da consultoria do engenheiro agrônomo Remi Bastos, da Cohidro, que o orientou, durante o dia de campo, a manter o mesmo modelo de manejo usado no primeiro campo, pois o veneno aplicado em um canteiro interfere nos demais.

(Foto: Fernando Augusto)
“É uma variedade que promete, é grande no tamanho, pouca semente e resistente a algumas doenças. As pragas do pepino, aqui na região são o pulgão, a vaquinha e a mosca branca, que inicialmente não atacaram o experimento do técnico Tito. Mas é importante o agricultor observar que o pepino pertence à mesma família de outros vegetais, como a abóbora, a melancia e o maxixe, ele não deve plantar o pepino junto dessas culturas, principalmente no final do período produtivo da já plantada, pois isso pode quebrar a resistência das plantas ao ataque de pragas”, orientou Remi Bastos.

Mário Giovani (Foto: Fernando Augusto)
O também engenheiro agrônomo Mário Giovani, representante do fabricante da semente do novo pepino em Sergipe e Alagoas, conta que é uma variedade que ainda irá entrar no mercado local e apostou no seu produto em Lagarto, na intenção de no próximo ano os irrigantes do Perímetro terem interesse em investir suas plantações irrigadas na variedade, ciente da vocação do município tanto para às hortaliças quanto ao cultivo livre de agrotóxicos.

“Estou propondo um produto, aos agricultores de Lagarto, que já foi implantado em Pernambuco, sede de nossa empresa. Nossa proposta é oferecer novas variedades e tipos de cultivares aos irrigantes, de forma que eles possam diversificar os produtos oferecidos, alcançando novos mercados e clientes a estes alimentos”, expôs o agrônomo Mário, revelando que em breve pretende trazer variedades inéditas, na região, de hortaliças como o brócolis, a couve-flor e a abobrinha, para novos experimentos.

 Raimundo Antônio de Carvalho (Foto: Fernando Augusto)
Também irrigante pela Cohidro no povoado Tapera do Saco, Raimundo Antônio de Carvalho, se diz satisfeito com o que viu na demonstração feita. “Pretendo procurar esta semente. O tamanho do pepino e a ‘boniteza’ do produto me chamaram a atenção”, conta o agricultor presente no dia de campo promovido pelo PEPIA, que ainda teve a presença de representantes de entidades de auxilio ao homem do campo, como Cristiano Santana da Cruz, coordenador no programa Agroamigo do Banco no Nordeste (BNB) de Lagarto, que demonstrou satisfação no interesse dos produtores pelos cultivos sem agrotóxicos.

“Quando a gente vê que o produtor está se preocupando com a qualidade final do produto, sabemos que melhores alimentos vão chegar à mesa da população”, comentou o técnico do BNB no evento, que também teve a presença do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lagarto, Ginaldo Correia, confiante nas ações desenvolvidas pela PEPIA. “É a Cohidro se preocupando com a qualidade do produto e principalmente com a redução do veneno, que tem causado muitas entradas no auxílio doença no Sindicato, devido à contaminação na aplicação dos agrotóxicos”, alertou.

Antônio Reis (Foto: Fernando Augusto)
O secretário de Agricultura de Lagarto, Antônio Reis, também participou do dia de campo. Segundo ele, é meta da atual administração municipal investir numa agricultura familiar que opte pela produção orgânica e sustentável. “Isso aqui é uma oportunidade onde está sendo aplicado este ideal, de uma produção orgânica, sem venenos, para evitarmos a contaminação destes alimentos, que fazem até com que as pessoas que consomem adoeçam”, afirmou.

Gilvanete Teixeira (Foto: Fernando Augusto)
Gerente do PEPIA, Gilvanete Teixeira conta que a proposta do técnico Tito Reis foi bastante proveitosa para que os agricultores pudessem ter acesso a esta novidade e assim incrementar seus cultivos. “Dei total apoio ao experimento, dispondo o nosso técnico agrícola para acompanhar de perto a experiência oferecida pela empresa de sementes. Não nos arrependemos, pois o produto é bonito, de ótimo sabor e agradou, visivelmente, a todos os agricultores que vieram assistir a demonstração” comentou.

Mardoqueu Bodano (Foto: Felipe Coringa)
Mardoqueu Bodano, presidente da Cohidro, vê de forma positiva as parcerias público-privadas que a Companhia participa, desde que o objetivo final seja o benefício do agricultor atendido pela empresa. "É missão da Cohidro, além de fornecer água à irrigação, propor novidades e alternativas que acrescentem qualidade às suas lavouras, acompanhadas da assistência técnica sempre presente e levando a ciência agrícola ao campo, em prol de uma produtividade lucrativa ao trabalhador rural, porém, consciente", concluiu.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Governo de Sergipe retoma a recuperação de barragens


Foto: Felipe Coringa
Os trabalhos de recuperação de barragens e aguadas, realizados pelo Governo de Sergipe e que foi destaque em 2012, recuperando ao todo 510 unidades, são agora retomados. Começando a atender pequenos agricultores dos municípios de Tobias Barreto e Nossa Senhora Aparecida onde, junto de Gararu também já receberam obras em grandes barragens públicas. Trabalho este que tem a coordenação de engenharia feita pela Companhia de Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro).

Com a cooperação entre a Secretaria de Estado de Agricultura e Desenvolvimento Rural (Seagri) e a Secretaria de Estado da Inclusão, Assistência e do Desenvolvimento Social (Seides), o projeto, custeado pelo Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep), vai investir R$ 1 milhão em 2013. São quatro frentes de trabalho, duas destinadas à recuperação de pequenas aguadas em propriedades rurais e outras duas realizam a limpeza e retirada de lama dos leitos de grandes barragens públicas, em povoados e sedes municipais.

Propriedades rurais
Serão R$ 600 mil, do orçamento oriundo do Funcep, destinados à recuperação de barragens situadas em pequenas propriedades rurais, onde a água da chuva é represada para atender a dessedentação animal, necessidades das propriedades e residências. Contudo, como assinala o diretor de infraestrutura da Cohidro, Paulo Sobral, esses agricultores que possuem essas aguadas, concordam em compartilhar desta água com os moradores vizinhos, para que recebam as obras.

“Quando é feita uma barragem em pequeno produtor, ele assina um documento em que se compromete a atender as necessidades e propriedades dos agricultores visisinhos, cedendo a barragem para o uso também deles”, informa Paulo sobral, anunciando ainda que “das pequenas, já estamos fazendo em Feira Nova e Tobias Barreto. Esta semana devemos começar a recuperação também em Graccho Cardoso. Em pequenas barragens os trabalhos são feitos por retroescavadeira, nas grandes públicas são necessários uma equipe maior e mais equipamentos”.

Tobias Barreto
Tobias Barreto é a localidade onde a recuperação das pequenas barragens teve início e está em ritmo adiantado, segundo o engenheiro civil da Cohidro, Valdir Aragão Porto. “O serviço é rápido, nessas propriedades, a média as vezes chega a ser de 2 barragens por dia. Em Tobias Barreto já recuperamos 8 delas, com previsão de que serão 50 neste município, até o final do ano”, disse, assinalando que destas, sete foram no povoado Saquinho e a outra no vizinho povoado Roma.

Gildete dos Santos Cruz, gerencia a pequena propriedade rural do pai, José Antônio. Criam gado, cerca de 15 cabeças destinadas ao corte. É nesta propriedade, do povoado Saquinho, que se situa uma aguada antiga que foi recuperada. Segundo a produtora, a barragem sempre resistiu à época de seca, atendendo não só a propriedade, para dar água à criação e necessidades domésticas, mas é compartilhada com a comunidade.

“A barragem é boa de água, forneceu água pro povoado e outras localidades que vinham buscar com caminhão pipa. Meu pai até construiu, antes desta reforma, uma lavanderia anexo, para as pessoas do povoado usarem. Muito boa a iniciativa do Governo do Estado, pois agora vai limpar a barragem, voltando a ser o que era antigamente. Não tínhamos condições financeiras de fazer esse serviço, nem a comunidade”, conta Gildete dos Santos.

Também do Saquinho, José Nunes de Jesus dos Santos, mais conhecido como Neris, é outro pecuarista de Tobias Barreto que já teve sua barragem recuperada, a qual mata a sede de suas 19 cabeças de gado leiteiro e para subsistência da casa. “Essa barragem já existia quando eu era menino e só tinha sido recuperada com trabalho braçal até hoje. Estou muito satisfeito com esse trabalho do Governo de Sergipe, limpando as nossas barragens, que na seca não podemos ficar sem”, disse Neris.


Secretário Municipal de Agricultura em Tobias Barreto, Adinelço Vidal visualiza o resultado futuro, na recuperação das barragens que hoje estão sendo feitas. “Com este apoio do Governo do Estado, neste trabalho que a Cohidro vem fazendo no município, eu acho que no próximo ano a gente vai diminuir o problema causado pela falta de água no campo. Se a gente trabalha na prevenção, não vamos acabar com a seca, mas se preparar para conviver com ela”, explicou, revelando que a Prefeitura, através de sua pasta, está acompanhando os trabalhos, cadastrando os agricultores atendidos e fiscalizando a realização das obras.

Prevenção é a palavra chave para o presidente da Cohidro, Mardoqueu Bodano, neste projeto realizado pelo pelas duas secretarias de estado, “O Governo Marcelo Déda, por meio da Seides e Seagri, vem desde o ano passado auxiliando os pequenos produtores rurais e as localidades no campo, com esse trabalho de recuperação dessas antigas barragens, que por até décadas vinham conservando a água das chuvas represada. Um método antigo, porém não ultrapassado de preservar o rico recurso natural, para o uso no momento em que ele mais faz falta, ou seja, quando chega o período de seca”, comentou.

Barragens públicas
Serão ao menos 4 grandes barragens públicas recuperadas neste ano, assinala o diretor de Infraestrutura da Cohidro, Paulo Sobral. “Já finalizamos os trabalhos, uma em Aparecida, estamos agora trabalhando em Gararu e ainda faremos a recuperação de outras duas, em Itabi e Glória, com a pretensão de sobrar tempo para também atender outra, além do programado, em Tobias Barreto. Serão R$ 400 mil de orçamento para esta finalidade em 2013”, enfatiza.

Em Nossa Senhora de Aparecida a recuperação das grandes barragens já foi concluída, como revela o engenheiro Valdir Aragão. “Já realizamos a recuperação de uma grande barragem que fica na sede do município, com capacidade de armazenamento de 15 mil metros cúbicos. Ela atende aos moradores da cidade e povoados de vizinhos, para uso residencial e para uso animal, abastecendo até caminhões pipas. Há décadas que não era limpa”, reforça, explicando que nesse trabalho são empenhadas escavadeiras, pá carregadeiras e caminhões, retirando o sedimento que se acumula por anos, no leito desses reservatórios.

Atualmente, uma das equipes coordenada pelos engenheiros da Cohidro está em Gararu, no sertão sergipano, como destaca Valdir Aragão. “Estamos trabalhando com a barragem pública em Gararu. Segundo moradores, tem 40 anos que não limpa, muito suja, a lama acumulada chega a 3 metros no seu leito”, completa, explicando que retirando esses sedimentos dos leitos das barragens, a capacidade desses reservatórios aumenta, acumulando mais água para os momentos em que o sertanejo mais precisa, quando a estiagem chega.

“As grandes barragens situadas nas regiões mais áridas e até as que estão fora desta zona onde a chuva é pouca, atendem não só as populações que vivem à margem delas. Autonomamente moradores mais distantes vão buscar a água de subsistência em suas carroças e também serve de ponto de abastecimento aos caminhões pipa que levam a água aonde ela é mais necessária e faz falta quando as reservas, nas cisternas e tanques das pequenas propriedades rurais, terminam”, conclui o presidente Mardoqueu.