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terça-feira, 30 de julho de 2013

Governo e Petrobras reestabelecem água para mais de 10 mil pessoas


A tarde de ontem, 29, foi marcada pela assinatura do convênio que possibilitará que 16 poços voltem a fornecer água a 16 pequenas localidades . No acordo, a Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro) obteve o apoio da Petrobras para a recuperação dessas unidades de abastecimento de água, que vai custear os serviços com o montante de R$ 402.111,38 e reestabelecer o abastecimento para 10.150 pessoas nos municípios de Poço Verde, Poço Redondo, Pedra Mole, Gararu, Carira, Canindé do São Francisco, Tomar do Geru, Porto da Folha, Monte Alegre e São Miguel do Aleixo.


A demanda de poços que careciam de recuperação, trazida até a Cohidro por prefeitos e líderes comunitários, foi analisada pela Diretoria de Infraestrutura da Empresa. Identificadas às unidades prioritárias e com possibilidade de recuperação, foi elaborado um projeto que carecia de um parceiro para sua execução, conforme esclarece o diretor do departamento, Paulo Sobral. “Em reunião entre as diretorias da Companhia, sobre as possibilidades de captação de recursos para este trabalho foi identificada a Petrobras, já parceira do Governo do Estado em outras iniciativas”.

Porto da Folha, município sergipano distante 183 km da Capital Aracaju, será um dos beneficiados com os poços recuperados, atendendo o assentamento rural Paulo Freire, povoados Bela Aurora e Pedro Leão. Para o prefeito Albino Tavares, se trata de um projeto extremamente necessário para essas localidades, onde três sistemas de abastecimento atendem 920 pessoas.


“Tivemos uma seca castigante no último ano e gente tem que estar preparado para as próximas que vamos ter. Seja com medidas como a desses poços que serão recuperados ou por outras iniciativas, como a cisternas que a Petrobras irá fornecer. A gente valoriza bastante essa ação da Cohidro, junto da Petrobras e nos colocamos a disposição, quando um órgão como a Cohidro vem trazer benefícios para nossa população”, avaliou Dr. Albino, referindo-se também ao programa “Uma Terra Duas Águas” da Petrobras, que vai construir 99 cisternas no município, 596 em Sergipe e 20 mil, em todo Nordeste.


Este convênio com o Governo do Estado é mais uma destas iniciativas de desenvolvimento humano da Multinacional, que já tem fundamental papel na economia de Sergipe e Nordeste, conforme estabelece o gerente-geral da Unidade de Exploração e Produção de Sergipe e Alagoas, Luiz Robério Ramos. “A Petrobras está presente nos interesses do Estado, não só produção de Petróleo, fornecendo royalties e com isso gerando empregos, mas também naqueles temas de sensibilidade social. É um convênio importante, onde a Petrobras, junto da Cohidro e da Seagri, vai reestabelecer poços, mitigando a seca para mais de 10 mil pessoas de diversas comunidades, recurso alocado aos programas de responsabilidade social da Petrobras”.


Também no ato de assinatura do convênio entre Cohidro e Petrobras, estava o secretário de estado da Agricultura e Desenvolvimento Rural, José Sobral. Para ele, a Estatal Federal é presente nas questões do campo, onde apoia também o desenvolvimento de novos assentamentos rurais, por meio de suas cooperativas e incentiva na produção das variedades empregadas na fabricação do seu biodiesel e do etanol.

“A Petrobras, com a sua visão de Brasil, de social, de apoio ao desenvolvimento, tem sido muito presente em todas as ações do Governo do Estado. Este convênio em específico tem um alcance extraordinário. São diversas aglomerações humanas que não tem abastecimento de água potável regular, atendidas hoje por caminhões pipa. A proposta trás, primeiro, qualidade de vida à população. Associado a isso vem também as escolas e postos de saúde atendidas. Trás melhoria à saúde destas pessoas que terão acesso a uma água de melhor qualidade para consumir e possibilidade de tratar de sua higiene pessoal”, comenta José Sobral.


Após receber às demandas da sociedade sobre a necessidade de recuperação destes poços, o Departamento de Infraestrutura da Companhia tem papel fundamental de identificar os problemas, planejar ações, viabilizar meios acessíveis à Empresa e de ir em busca de recursos, como explica o Presidente da Cohidro, Mardoqueu Bodano. “Foi a capacidade técnica destes profissionais a grande responsável por convencer e sensibilizar esta, agora, grande parceira que é a Petrobras em nos apoiar nessa empreitada. Estes engenheiros e técnicos estão de parabéns e mostram o que hoje é a essência da Cohidro, feita de gente responsável e competente”.


“Além destes 16 poços recuperados com o apoio da parceira Petrobras, outro convênio com a Defesa Civil de Sergipe propiciará também a recuperação de outros 35 sistemas de abastecimento. O Programa de Recuperação de Pequenas Barragens, convênio da Seagri com a Seides, já recuperou mais de 300 e continua atendendo aos pequenos agricultores, de zonas aonde a aridez que virá nos próximos verões, faz necessário todo tipo de apoio, a fim de prover água à população e suas criações”, conclui Mardoqueu, sobre as outras iniciativas fazem parte das ações do Governo do Estado de combate aos efeitos da seca.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Orgânicos é tema de palestra da Cohidro em Tomar do Geru

Tomar do Geru, município sergipano a 131 km da capital Aracaju, tem sua economia baseada principalmente nos cultivos da laranja e do milho. Mas, seja nas grandes lavouras e pomares extensivos, ou nas pequenas plantações da agricultura familiar, o uso indiscriminado dos defensivos químicos alerta quanto ao risco à saúde da população. Por este motivo, o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadores Rurais (STTR) e a Secretaria Municipal de Agricultura realizaram, na última sexta-feira, 19, a segunda edição do Evento de Conscientização Sobre Uso de Agrotóxicos.


A Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro) foi convidada ao Evento para demonstrar suas experiências no uso de meios alternativos à utilização dos defensivos químicos na agricultura. Representou a Empresa o técnico Agrícola José Raimundo Pereira de Matos, do Perímetro Irrigado Piauí (PIPIA) de Lagarto, unidade da Cohidro onde mais se destaca o cultivo de produtos agroecológicos. José Raimundo proferiu palestra onde explicou as vantagens do uso de produtos naturais na obtenção de alimentos mais saudáveis e sem danos à saúde do produtor.

“Vim propor o debate sobre a produção e sustentabilidade orgânica, usando como exemplo a experiência adquirida, por nós da Cohidro, em Lagarto. Há uma gama de produtos alternativos que podem substituir o uso de fertilizantes químicos e inseticidas. Todos estes produtos são listados na cartilha de ‘Produtos Alternativos’, que também trouxemos para distribuir entre os agricultores e demais pessoas presentes no evento”, explicou o técnico da Cohidro, que distribuiu a publicação redigida pela engenheira agrônoma Sônia Loureiro, Gerente de Desenvolvimento Agropecuário da Cohidro.

Saúde

Não só a pasta da agricultura e meio ambiente de Tomar do Geru, mostra preocupação com o uso dos defensivos químicos. A secretária Municipal de Saúde, Josefa Soares Diniz, participou do Evento, concordando com a urgência da discussão do tema. “Aprovo tudo que foi dito aqui nas palestras, como cidadã, secretária do governo municipal e enfermeira graduada, reconheço a importância de combatermos o uso indiscriminado dos agrotóxicos”.

Mudas de nim

Além de distribuir as cartilhas “Produtos Alternativos” e “Racionalização do Uso de Agrotóxicos”, está última produzida também pela Cohidro e escrita pelo seu engenheiro agrônomo Remi Bastos, o técnico do PIPIA levou ao evento cinco mudas de nim. Doadas ao STTR, as plantas são utilizadas como defensivo natural em cultivos orgânicos, apresentando ótimos resultados nas plantações livres de agrotóxicos dos irrigantes da Companhia.


“Seja a partir da semente ou das folhas, é produzido o extrato de nim, que borrifado nas folhas, funciona como repelente. Ele, ao contrário do inseticida, espanta os insetos que atacam a planta, sem risco contaminar aquilo que servirá de alimento para nós”, esclarece José Raimundo, que também falou do uso da manipueira, substrato obtido da fabricação da farinha de mandioca, que tanto serve como adubo orgânico como para o controle de pragas.


Entusiasmando com a explicação do técnico, o agricultor de Tomar do Geru, Romualdo Francisco de Jesus, disse já ter testado a manipueira para combater formigas. “É muito importante essa explicação, principalmente para o uso dos inseticidas orgânicos. Usei a manipueira e quero usar outros produtos agora, com a orientação que vou ter com a cartilha”, conta Romualdo, que lida com o cultivo da laranja.


O uso sem orientação dos agrotóxicos no município foi o grande motivador do evento, como estabelece o vice-presidente do STTR e diretor de assalariados da Federação dos Trabalhadores Rurais de Sergipe (FETASE), co-realizadora do evento, Nunes dos Santos Alexandre. “O evento é focado nos pequenos produtores, que usam os produtos químicos como se fossem remédio, aquilo que é veneno. Tivemos acesso à cartilha de ‘Produtos Alternativos’ da Cohidro e alguns de nós testamos as receitas. Vimos a boa eficácia desses defensivos naturais, por isso convidamos a Cohidro para dar a palestra”, conta. 

Bons exemplos

O casal agricultores, José Roberto Correia Matos e Jaciara Oliveira Santos cultivam hortaliças em sua pequena propriedade e as vendem na feira da sede municipal de Tomar do Geru. José Roberto, depois de participar de cursos realizados pela Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), adotou técnicas de cultivo mais naturais em sua plantação, com o uso de restos de vegetais para compostagem, cinzas e a pasta de mamona para a adubação de fundação, atingindo a raiz das plantas.

“Já uso também defensivos naturais, como a urina de vaca, para borrifar as hortaliças. Tudo que vi aqui hoje será aproveitado, quero aplicar as orientações da cartilha e o que foi explicado pelo técnico da Cohidro, na produção de um biofertilizante totalmente natural”, relata José Roberto, que ainda passa o recado de que “é importante respeitar a cultura, tem que gostar da planta, tratar bem a plantação como se fosse uma pessoa próxima de nós, para que ela nos dê como retorno o alimento”.


Coordenadora da ala jovem do STTR, Maraisa Alves, tem organizado com seu grupo, atividades de conscientização quanto ao consumo de drogas, desmatamento e agora estão trabalhando com o uso indiscriminado dos agrotóxicos.“Por meio de reuniões com os jovens, do campo e da cidade, queremos ampliar o debate sobre este problema e o tema da palestra da Cohidro será uma ótima pauta. Achei interessante o tipo de produtos alternativos usados como defensivos. Coisas simples, que nem sabíamos que poderiam ser usados na agricultura como opção aos produtos químicos”.

Para o secretário Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Otacílio Leal, este é só o começo de uma série de ações que a administração municipal pretende adotar para minimizar os efeitos causados pelo uso indiscriminado do agrotóxico. “Estamos nos juntando a bons parceiros, como o STTR, a FETASE, Ministério Público do Trabalho, Embrapa, Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável, Banco do Brasil, Cohidro e Emdagro, para promover palestras, exibição de vídeos e eventos. Vamos inclusive agir nas escolas, levando essa programação às crianças”.


“Também estamos organizando os nossos agricultores, que sabemos que não usam agrotóxicos, para que sejam valorizados quanto a comercialização desse produto diferenciado”, acrescenta o secretário, sobre os passos que a Prefeitura inicia em busca de uma agricultura familiar menos nociva ao meio ambiente e à saúde da população.

Mardoqueu Bodano, presidente da Cohidro, conta que a Secretaria de Estado de Agricultura e Desenvolvimento Rural (Seagri), já combate o uso indiscriminado do agrotóxico em Sergipe. “Por um lado, as ações de fiscalização e obrigatoriedade do receituário agronômico, controlam a venda e utilização dos defensivos químicos no campo, trabalho realizado pela Cohidro e pela Emdagro. Nós inclusive produzimos uma cartilha, que explica o modo certo de utilizar esses insumos”. Além disso, ele revela que a Companhia desenvolve atividades oferecendo alternativas à agricultura convencional. 


“Paralelo a isso, trabalha a Cohidro, junto de parceiros como o Sebrae, incentivando a produção agroecológica, através da distribuição dos kits do PAIS, cursos, a nossa cartilha de “Produtos Alternativos” e orientação técnica aos irrigantes da Companhia. Também oferecemos meios de comercialização rentáveis a quem opta pela agricultura orgânica, por meio do PAA - Frutos da Terra ou então levando nosso agricultores para venderem seus produtos nas eco-feiras, promovidas pela Secretaria da Inclusão, Assistência e do Desenvolvimento Social (Seides) em todo Estado”, finaliza Mardoqueu.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Governo de Sergipe já recuperou 300 pequenas barragens no campo

A segunda etapa do Programa de Recuperação de Pequenas Barragens, realizado a partir de convênio entre as secretarias de Estado de Agricultura e Desenvolvimento Rural (Seagri) e da Inclusão, Assistência e do Desenvolvimento Social (Seides), neste ano, já recuperou mais de 300 barragens em pequenas propriedades rurais em Sergipe. A ação do Governo do Estado dá continuidade ao trabalho iniciado em 2012, quando a meta de reformar 400 destes reservatórios foi superada, alcançando o número de 510 unidades atendidas.

Também, em 2013, foram recuperadas outras 4 grandes barragens comunitárias em povoados e sedes municipais. A Companhia de Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro) coordena a engenharia dos trabalhos executados com recursos do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep), na ordem de R$ 1 milhão. A ação faz parte do Programa Sergipe Mais Justo, do Governo de Sergipe.

É prevista, nesta etapa do Programa, a recuperação de 500 pequenas barragens que atendem a agricultura familiar. Para serem atendidos, os produtores tiveram que se cadastrar no Programa, estando aptos a receber o benefício aqueles que possuem a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), cadastro no Núcleo de Identificação Social (NIS), do programa federal Bolsa Família. Também era critério de classificação como pequena propriedade rural, no caso de pecuaristas, os cadastrados não possuírem mais do que 20 cabeças de gado.

Além da documentação e pré-requisitos exigidos, o proprietário da terra onde se encontra a barragem recuperada, assina um termo concordando em disponibilizar a água deste reservatório para ser dividida com os seus vizinhos, caso seja necessária essa assistência, devido aos danos provocados pelo período de estiagem.

Tobias Barreto
A Secretária Municipal de Agricultura de Tobias Barreto colaborou, com o Programa de Recuperação de Barragens, ao tomar a frente do cadastramento dos produtores rurais do município. O coordenador técnico da secretaria, Genaldo de Jesus Melo, foi o responsável pelo levantamento dos agricultores interessados pelo benefício. “Os agricultores de Tobias Barreto estão satisfeitos com o Programa. Para nós da Prefeitura, ele veio em boa hora e as obras ocorrerem dentro do esperado”, contou o servidor público.

No município, os trabalhos continuam, mesmo com as constantes chuvas que atingem a Região, que interrompem a realização das obras em certos momentos. Mas lá foram recuperadas mais de 50 barragens, nos povoados Monte Coelho, Roma, Saquinho, Borda da Mata e Poço Comprido. Até o momento, o valor parcial gasto nos serviços de reformas, nas pequenas barragens em Tobias Barreto, é de pouco mais de R$ 50 mil.

Bal, como é chamado o agricultor José Adevaldo Ávila Santos, tem sua pequena propriedade bem próxima do Povoado Saquinho. Cria gado, cavalos para a lida no campo e ovelhas, além de plantar laranja e maracujá. Para ele que teve reformada a sua barragem, que abastece às criações no período de estiagem, o Programa veio em momento certo.


“Foi ótimo de mais esse atendimento feito pelo Governo do Estado. Aqui, uma parte foi até a cidade para se cadastrar e outros receberam a visita da prefeitura em casa. Ninguém que tivesse o direito ficou de fora. A minha barragem é boa de água, enche logo e as máquinas fizeram o trabalho de limpeza da lama, para que pudesse comportar ainda mais água”, relatou Bal, que cede a benfeitoria também para o abastecimento das necessidades dos moradores do Povoado.


Riachão do Dantas
No município de Riachão do Dantas que os trabalhos de recuperação das pequenas barragens rurais continuam sendo realizados, só parando, momentaneamente por causa das chuvas. Até o momento, 107 famílias de povoações rurais receberam as obras em suas propriedades, nos povoados Bomfim, Alto do Cheiro, Renascer, Boqueirão, Cotia, Lagoa da Canafistula, Alto e Lagoa.

O presidente da Associação Nossa Senhora de Fátima de Moradores do Povoado Boqueirão, José Francisco Vieira Santos, conhecido como Galego, disse que a comunidade teve a iniciativa de procurar cadastrar seus agricultores junto a Prefeitura Municipal, após saber do Programa pela imprensa. Interesse este revelado no número de barragens reformadas: 48.


“Nós mesmos trouxemos o formulário de cadastro, entregue pela Prefeitura, para adiantarmos o cadastro dos nossos associados. 48, dos 60 lotes do assentamento, tiveram suas barragens reformadas. As barragens precisavam desse serviço há muito tempo. Essas barragens salvaram muitas criações no último verão e agora estarão ainda mais preparadas”, comentou Galego, do Povoado Boqueirão.

Rildo dos Santos Carvalho, secretário de Obras de Riachão do Dantas, diz que a procura pela assistência às barragens, oferecida do Governo Estadual, foi grande dentre os agricultores do município e boa parte foi até a prefeitura solicitar o cadastramento. “O projeto é válido e satisfaz a carência dos agricultores. Se for repetido nos próximos anos, conseguirá resolver todo o problema da seca”, conclui, se referindo aos agricultores que perderam o prazo de inscrição ou não possuíam toda documentação exigida.


Assistência técnica
O engenheiro civil da Cohidro, Valdir Aragão Porto, é quem toma a frente da fiscalização na realização dos trabalhos, determinando o que deve ser feito em cada barragem a ser recuperada. “O serviço é rápido, nessas propriedades, a média às vezes chega a ser de 2 barragens por dia. Normalmente o serviço feito é o de limpeza, retirando sedimentos acumulado no leito das barragens durante anos”, avalia.

Já Pedro Paulo dos Santos, engenheiro agrônomo da Cohidro, realiza o trabalho posterior ao de Valdir. Ele avalia a eficácia das obras e acompanha o processo de acúmulo de água mediante as chuvas, além da catalogação destas obras com o geolocalização. “Além da prestação de contas, esse trabalho de fiscalização irá nos orientar para as próximas ações, identificando onde ainda será necessário às ações do programa e aonde o mesmo já foi aplicado”, explica o agrônomo.


Barragens comunitárias
Em Nossa Senhora de Aparecida, a barragem comunitária que atende à sede municipal já foi recuperada. O Povoado Lajinha, em Gararu, também já teve a barragem pública recuperada. Em Itabi, é a barragem que atende o Povoado Melancia que foi atendida pelo programa, da mesma forma que a do povoado Aracuã, em Nossa Senhora da Glória.

Agora, esses grandes reservatórios públicos estão prontos para fazer a captação da água das chuvas, armazenada para os períodos de estiagem. Ao todo, de recursos do Programa, foram destinados pouco mais de R$ 300 mil só para estas obras de atendimento comunitário à zona rural.

Meta
Segundo Paulo Sobral, diretor de infraestrutura da Cohidro, a meta inicial de 500 pequenas barragens rurais será atendida ainda neste ano, da mesma forma que em 2012, onde a expectativa foi superada. “Não há dúvida que essa equipe de engenheiros que temos na Cohidro irá repetir o sucesso alcançado no ano passado, onde construímos um plano de recuperação de 400 barragens e pudemos contar com a estrutura contratada para trabalhar em mais 110 barragens”.

Já o presidente da Cohidro, Mardoqueu Bodano, fala do empenho do Governo de Sergipe, em amenizar os efeitos da baixa pluviosidade. “Essas ações não se valem à falta de chuva neste ano, não é de agora que surgiu essa preocupação com as barragens que garantem a dessedentação do gado e criações nas regiões, em que os longos períodos de estiagem sempre castigam. Mas estamos trabalhando para que o prejuízo da última seca tenha sido um dos últimos a ocorrer”, finaliza.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Cohidro leva o ‘Frutos da Terra’ para a sala de aula‏

Alunos do curso superior em Agroecologia, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe (IFS), Campus São Cristóvão, receberam uma palestra proferida pelo engenheiro agrônomo da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e irrigação de Sergipe (Cohidro), José Claudegio Messias, na última terça-feira, 9. O assunto exposto aos acadêmicos foi o trabalho de planejamento e execução, realizado pelo Governo do Estado através da Cohidro, no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) - Frutos da Terra, atendendo a agricultura familiar nos seus perímetros irrigados, que também atende produtores adeptos à agricultura orgânica.

Até o final de 2012, foram 251 agricultores beneficiados pelo PAA, que forneceram mais de 444 toneladas de alimentos, beneficiando 21.175 pessoas carentes que receberam as doações. No Programa, recursos do ‘Fome Zero’ são viabilizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), para a aquisição dos alimentos produzidos pelos optantes do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que no modelo de doação simultânea, são entregues à instituições beneficentes, públicas ou não governamentais. Durante os 5 anos de vigência do Frutos da Terra, a Cohidro gerou aos seus produtores a renda de R$ 780.421.


Na palestra, o agrônomo José Claudegio procurou exemplificar o sucesso do PAA aplicado aos irrigantes da Cohidro, explicando aos estudantes os objetivos, métodos e resultados do Programa. “Mostrei a eles do que se trata a Compra da Agricultura Familiar (CPR) – Doação Simultânea, o PAA e qual a sua a base legal. Expliquei qual a documentação exigida, a forma como a Cohidro atua junto aos seus agricultores e por fim, expus os bons resultados que obtivemos nesses 5 anos de atuação do Programa através da Cohidro”, esclareceu.

Orgânicos
Mas o que os graduandos do curso de Agroecologia do IFS quiseram realmente saber, através das perguntas e argumentações durante a palestra, era como acontecia a comercialização dos produtos orgânicos por meio do PAA. Em Sergipe, a Cohidro viabilizou a CPR orgânica do Perímetro Irrigado Piauí, em Lagarto. Projeto elaborado exclusivamente para receber alimentos livres de agrotóxicos e cultivados pelos irrigantes da Companhia, associados através da Organização de Controle Social (OCS) – Centro Sul.


A expectativa dos estudantes era de satisfazer a curiosidade de como eles vão lidar com a realidade - que faz parte do processo da agricultura orgânica - do escoamento da produção. A acadêmica Amanda Vaz Souza Oliveira se diz satisfeita com as informações dadas pelo palestrante “A palestra foi esclarecedora. Para mim que faço o 7º período e logo estarei me formando, é importante saber como é feito esse trabalho com o produtor. Muitos não sabem como fornecer o produto ao PAA e entendi como a Cohidro os auxilia na implementação do projeto”.


O mesmo achou o estudante de Agroecologia Thiago Péricles Bispo Pereira. “Gostei da apresentação, pois situou a gente de como falar com o produtor, de como orienta-lo, como ele deve agir e a documentação necessária para comercialização pelo PAA da Conab”, enumerou o aluno do professor Doutor Jorge Tavares da Fonseca, que foi quem fez o convite à Cohidro para realizar a palestra, depois de saber – pela mídia sergipana - do trabalho realizado pela Companhia, tanto com os orgânicos, quanto com o PAA.


Com seu doutorado aplicado à área de administração rural, o também engenheiro agrônomo Jorge Tavares, explica a importância deste contato com a realidade do comércio de produtos agrícolas, para os seus alunos. “Temos alunos que vão logo entrar no mercado de trabalho e é um gargalo esta questão da comercialização do produto orgânico. Trazendo a Cohidro para a sala de aula, é uma forma de exemplificar como isso é feito hoje no Estado, por meio da parceria entre Cohidro e Conab”.


Transpassar para as próximas gerações de profissionais, a experiência em modelos testados nos perímetros irrigados, é um fator de grande importância para o presidente da Cohidro, Mardoqueu Bodano. “É fundamental nos preocuparmos em não deixar morrer às práticas que geraram bons resultados em nossa Empresa e enriquece qualquer currículo profissional saber e entender como aplicar as políticas públicas, dos governos Federal e Estadual, ao homem do campo. Toda vez que for solicitada, a Cohidro terá o prazer de transmitir adiante toda experiência agrária adquirida em seus 30 anos de existência”.

O curso Tecnólogo de Agroecologia, oferecido pelo IFS-São Cristóvão, tem duração de 3,5 anos e prepara profissionais aptos à pesquisa e assistência técnica agrícola focando às práticas alternativas de produção que preservem o meio ambiente, envolvendo os cultivos orgânicos e sistemas agroflorestais. O processo seletivo, para o próximo semestre letivo do curso, foi aberto no dia 19 de junho e segue até dia 19 próximo, com inscrições sendo feitas através do site do IFS: www.ifs.edu.br. As provas acontecem em 18 de agosto.