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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Cohidro viabiliza plantio da pimenta-do-reino em Lagarto


A partir da iniciativa do Perímetro irrigado Piauí (PEPIA), da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), dois agricultores de Lagarto fizeram visita técnica à Bahia para conhecer plantios de pimenta-do-reino, no último dia 12 de junho, acompanhados do auxiliar técnico em agricultura da Cohidro, Tito Reis. Já no dia 20, foi realizado um encontro, na sede do PEPIA, com os demais irrigantes interessados na atividade agrícola e os que foram à viagem, serviram de multiplicadores de tudo que viram.


A intenção dos técnicos da Cohidro é inserir o produto dentre as variedades cultivadas nas propriedades irrigadas pela Empresa no município, favorecendo a diversificação de culturas e melhoria na renda para esses agricultores. A pimenta-do-reino, ou pimenta-preta, está presente na culinária de diversos países, tem franco mercado interno e grande potencial para exportação. Ela garante excelente rentabilidade ao agricultores que dominam as técnicas de plantio, já que a sua planta, nativa da Índia, exige tratos culturais intensivos no plantio, manejo, colheita e pós-colheita, como explica Tito Reis.

Tito Reis - Foto: arquivo pessoal
“Pudemos observar, durante a visita técnica, que além das características do solo, outro fato de principal importância para escolha da área para o plantio do pimental é o aspecto fitossanitário, principalmente em relação à doença da fusariose. O produtor deve evitar áreas que foram cultivadas anteriormente por cucurbitáceas, como o pepino, o maxixe e a abóbora”, analisou o auxiliar técnico da Cohidro, que trouxe amostras da terra presente nas plantações visitadas nos municípios baianos de Valença, Taperoá e Presidente Tancredo Neves, para que seja feita uma comparação, laboratorial, com o solo lagartense e a partir daí, determinar uma possível correção de solo.

Primeiras mudas
Os agricultores que foram à visita técnica na Bahia, trouxeram, inicialmente, 60 mudas de pimenta-do-reino, para as primeiras experiências de adaptação da espécie às características do município de Lagarto. Segundo Tito Reis, essa iniciativa não só serve como teste, “mas é o modo prático de demonstrar aos demais produtores interessados na ‘pipericultura’, o potencial e viabilidade da cultivar em nosso perímetro, que atende às características climáticas e de solo encontradas nos plantios visitados”, comentou.


O irrigante pela Cohidro, José Isidoro do Nascimento, foi um dos que estiveram na visita técnica na Bahia. Trouxe 13 mudas e se mostra bastante animado com a nova cultura. “Já plantei as minhas mudas. Quando fui procurado por Tito, ele me fez a proposta de irmos conhecer as plantações e eu aceitei, sabendo que seria uma aposta. Acredito que vai dar muito bem aqui, achei ótima a variedade e o clima, solo e ocorrência de chuvas, lá, não é tão diferente daqui”, comentou o agricultor que foi um dos escolhidos, pela sua dedicação ao plantio irrigado e facilidade de assimilar as orientações técnicas.


Outro experiente irrigante, que foi na viagem às plantações de pimenta-do-reino baianas, foi Gidelson Gonçalves dos Santos. Ele é produtor de pimenta, no perímetro Piauí, das variedades malagueta, jalapeño, biquinho e hoje também aposta no novo cultivo. “Trouxemos de lá 60 mudas, compradas direto com um dos produtores que visitamos e já deixamos encomendado mais 300 mudas. Dessas, pretendo plantar entre 100 e 200 pés. A variedade é bastante lucrativa, mas é um investimento a longo prazo. Leva 3 anos para começar a produzir e depois segue dando frutos por mais 10 anos”.

Meta alcançada

A gerente do PEPIA, Gilvanete Teixeira, conta que não é de agora a intenção de trazer o cultivo de pimenta-do-reino para o perímetro de Lagarto. “Uma das minhas metas, ao assumir a gerência do perímetro em 2012, foi essa de propiciar aos nossos irrigantes o acesso às técnicas de plantio e mudas para iniciar, aqui, o cultivo desta pimenta, que vai trazer um novo ânimo para esses agricultores dispostos a testar a variedade que nunca tinha sido introduzida dentre às plantadas pelos irrigantes”, complementa ela, satisfeita em cumprir essa pauta na agenda de reivindicações dos irrigantes.


“Inovar, para tornar seu produto mais competitivo, é ponto importante na busca por uma agricultura familiar eficiente e responsável. Ao que parece, o cultivo de pimenta-do-reino carece de pequenas áreas para produzir, garantindo um custo benefício bastante lucrativo. Necessitando, para isso, de abundância de água de irrigação e mão de obra disposta a um trabalho minucioso e dedicado às plantas, dois elementos que temos de sobra em nossos perímetros. Felicito o corpo técnico de Lagarto, por correr atrás e trazer mais essa novidade ao PEPIA”, conclui o presidente da Cohidro, Mardoqueu Bodano, entusiasmando pela iniciativa que nasceu e tomou forma no próprio perímetro irrigado.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

"Balde Cheio" na Cohidro serve de modelo para demais municípios

Foto: Ascom/Cohidro
Implementado no Perímetro Irrigado Jabiberi, em Tobias Barreto, o Programa “Balde Cheio” surgiu a partir da parceria entre a Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro) e Sebrae Sergipe. Já no ano em que iniciou sua operação, 2010, aumentou a produção de leite dos pecuaristas de 1.080 litros para cerca de 2,5 mil por dia. Agora, o bem sucedido projeto servirá como base para que o Sebrae crie outras quatro unidades do sistema de criação de gado leiteiro integrado à irrigação.

Nos novos projetos, que serão instalados nos municípios de Riachão do Dantas, Boquim, Itabaianinha e Lagarto, serão beneficiados 100 pequenos pecuaristas, utilizando da mesma metodologia empregada no perímetro da Cohidro em Tobias Barreto. Sistema este que foi criado, inicialmente, pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Sudeste e serviu de parâmetro para a unidade sergipana. 

No Perímetro de Tobias Barreto, os 74 irrigantes pela Cohidro recebem a água distribuída pelos canais da Companhia, abastecidos pela barragem do Rio Jabiberi. Nos lotes a água é armazenada para ser aplicada nos piquetes de pastagem. O gado leiteiro é manejado em sistema rotativo, enquanto um setor recebe as vacas, os outros estão em descanso, recebendo água para que o capim cresça novamente. Hoje, o tamanho do rebanho criado no Perímetro gira em torno de 180 animais.

Também no Jabiberi, um dos lotes que receberam a estrutura do “Balde Cheio” foi reservado para servir como unidade demonstrativa do programa, onde são aplicados periodicamente palestras, dias de campo e cursos de aperfeiçoamento das técnicas.

Mas assistência técnica prestada pelos Técnicos da Cohidro é contínua, além do incentivo permanente à utilização de tecnologias que amplifiquem a produção, como o uso da inseminação artificial no processo reprodutivo das vacas. Estas mesmas estratégias de Tobias Barreto, também serão usada nas novas unidades que o Sebrae irá criar, visando capacitar os pequenos pecuaristas para que alcancem os mesmos resultados.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Poços comunitários do Agreste recebem obras da Cohidro‏

Dois poços nos municípios de Carira e Pedra Mole, no Agreste Sergipano, receberam da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), obras de recuperação em poços que atendem à população, fornecendo água para as residências e na dessedentação animal. Solicitados pelos prefeitos, estas e outros reparos em poços serão consumados por convênios com as prefeituras, Defesa Civil Estadual e Petrobras.

Carira
O povoado Lagoa dos Porcos, cerca de 28 km ao sul da sede municipal de Carira, tem um poço perfurado pela Cohidro em 1990, sua bomba submersa apresentou desgaste devido ao tempo de uso e precisou ser trocada, como explicou Roberto Wagner, chefe da Divisão de Instalação e Manutenção de Poços (Dipoços). ”Após o serviço, a vazão de bombeamento passou de mil para 4.800 litros por hora. Também substituímos o quadro elétrico de proteção e comando. Ao todo a Empresa gastou, com recursos próprios, R$ 5.571,86 neste poço que tem 60 metros de profundidade”, completa.

Além das 54 famílias que utilizam do poço para suprir as necessidades domésticas, a água abastece o posto de saúde e a escola municipal do povoado Lagoa dos Porcos, que atende a localidade e povoados Macacos, Rio dos Negros e assentamento Carlos Prestes, como informa a professora Jamile Menezes Carvalho. “Estudam aqui 70 crianças, do pré-escolar ao 5º ano e mais 20 alunos da Educação para Jovens e Adultos (EJA)”, revelou. Mas a principal necessidade suprida pelo sistema é a dessedentação animal, ao abastecer coxo comunitário onde os criadores levam o gado para beber.

No povoado Bomfim, também na região sul de Carira, existe outro poço perfurado pela Cohidro em 2001. Nele foi instalado, há 2 anos, sistema de dessalinização pela Companhia, um investimento de mais de R$ 47 mil. O sistema ficou sem operador no final de 2012 e neste ano, quando foi reestabelecido o serviço, apresentou problema, segundo Roberto Wagner. “A prefeitura custeou, com R$ 650, o reparo da bomba e a Companhia irá fazer a limpeza do poço e instalação dos equipamentos, findando com o teste de vazão, na próxima semana. Um custo estimado, para Empresa, de R$ 3.890,26”, colocou o chefe da Dipoços.

O presidente da Associação de Moradores do Povoado Bonfim, José Luciano Bastos de Souza, conta que o poço é de fundamental importância para as 70 famílias da localidade. “A água dessalinizada do poço é de ótima qualidade e utilizamos para beber. Já a água bruta, que sobra da dessalinização, abastece um tanque que nunca seca e mata a sede dos animais no período de seca. Na última estiagem a sorte da gente foi este poço”, acrescenta.

Parcerias
O prefeito Diogo Machado, atendendo à reivindicação da população de Carira, trouxe à Companhia a relação dos poços que necessitavam reparos. “Através das reuniões com as associações e diretamente conversando com os cidadãos, identificamos e listamos todos os poços que temos no município que careciam da atenção da Cohidro. O presidente Mardoqueu, o diretor Paulo Sobral nos recebeu muito bem. Solicitamos ajuda, nos oferecermos para ser parceiros, no que pudesse ajudar nós ajudaríamos.”

Paulo Sobral, diretor de Infraestrutura da Cohidro, salienta a importância do compromisso dos prefeitos, oferecendo parcerias na recuperação e na continuidade da manutenção destes poços. “Sempre que possível, nosso objetivo é o de trabalhar com a administração municipal e essas parcerias veem correspondendo absolutamente bem, foi o caso do poço no povoado Lagoa dos Porcos e será o caso agora do povoado Bonfim, onde a prefeitura inclusive custeou uma parte do valor da recuperação do poço”.

Além de Bonfim, os povoados Macacos e Três Tanques também receberão obras em seus poços, onde a Empresa irá efetuar os trabalhos em convênio com a Defesa Civil, com previsão de custos maior que R$ 20 mil só em Carira. “O pessoal depende da água desse poços pra sobreviver, a região é bem seca, lá é como se tivessem achado um Oasis depois que os poços foram perfurados pela Cohidro”, completou o prefeito Diogo.

Pedra Mole
O poço instalado no parque de vaquejadas de Pedra Mole atende os animais dos produtores que nos períodos de estiagem, trazem seus rebanhos para o bebedouro do complexo. Moradores da redondeza do poço também se abastecem da água para o uso nas casas, como conta o prefeito municipal, João José de Carvalho Neto. “O poço abastece tanto as vaquejadas como os criadores, que usam o parque para dar de beber ao gado. A prefeitura também se utiliza daquela a água para serviços diversos, distribuindo para os moradores e produtores, na estiagem”.

Roberto Wagner ainda explica o que foi feito no poço que passou a contar com 3.450 litros de água fornecidos por hora, depois da recuperação. “Foi reformada a bomba e o motor de sucção. Também substituímos a tubulação interna do poço. Ao todo a Cohidro investiu R$ 2.165 nesse sistema”, expos ele sobre o poço de 60 metros de profundidade, perfurado pela Companhia em 2010.

“Em 2013, recuperamos este poço do parque de vaquejada e o poço do povoado São José da Quixabeira. Ainda vamos trabalhar com os poços dos povoados Tapado, Serra II e Manuino, em convênio com a Defesa Civil, com custos estimados em mais de R$ 12 mil. Já no povoado Livramento, o convênio é com a Petrobras, para recuperar outro poço, com orçamento previsto em R$ 11.652,65”, complementa Roberto Wagner sobre a atuação da Cohidro em Pedra Mole.

É com contentamento que o presidente da Cohidro, Mardoqueu Bodano, avalia a atuação da Companhia quanto à recuperação dos poços no interior sergipano. “A gente nota, pelos pedidos feitos, que a preocupação dos prefeitos que nos procuram é de atender a comunidade, isso nos dá um incentivo maior, em realizar essas atividades nesses municípios”, conclui.